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Houthis são muito bem equipados e devem escalar a guerra, alerta professor

Possível intervenção dos EUA pode piorar a situação; há ainda o risco do fechamento do estreito de Bab al-Mandab

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O aeroporto de Riade, na Arábia Saudita, foi fechado após ataques dos Houthis, resultando em 13 mortos e mais de 300 feridos.
  • Donald Trump considera a participação dos EUA nos bombardeios sauditas contra os Houthis, que prometem uma resposta caso isso ocorra.
  • Os Houthis, apoiados pelo Irã, já tomaram a capital do Iêmen e o conflito pode escalar com a intervenção dos EUA.
  • Há risco de fechamento do estreito de Bab al-Mandab, crucial para o comércio entre a Ásia e a Europa, devido à pressão dos Houthis e do Irã.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Após os recentes ataques do grupo terrorista Houthis, o aeroporto internacional de Riade, na Arábia Saudita, vai ficar fechado até o fim de semana. Apesar de o governo saudita ter interceptado um projétil da ação militar, informações apontaram que a ofensiva rebelde do último sábado (10) matou 13 pessoas e deixou mais de 300 feridos.

Em paralelo, nesta segunda-feira (12), o presidente norte-americano Donald Trump afirmou que os Estados Unidos avaliam participar dos bombardeios sauditas contra os terroristas da região. Os houthis, por sua vez, prometeram aplicar uma resposta “rápida e dolorosa” caso Washington venha a interferir no conflito.

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O professor de relações internacionais Vitelio Brustolin, em entrevista ao programa Conexão Record News, relembra que os houthis já tomaram a capital do Iêmen, Saná, e se insurgiram contra o governo central do país. Brustolin acrescenta ainda que o grupo rebelde é xiita, ao contrário da Arábia Saudita, sunita. E, também por essa convergência de vertente do islamismo, os houthis recebem ajuda do Irã.

“É uma guerra conectada às outras que estão acontecendo e que pode escalar se os Estados Unidos agirem diretamente, o que estão ameaçando fazer nesse momento. [...] Eu não diria que eles estão dispostos a desescalar. A tendência é que esse confronto escale e não há um fim para essa guerra no horizonte nesse momento”, ressalta.

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Brustolin chama a atenção para o risco de fechamento do estreito de Bab al-Mandab, que dá acesso ao Mar Vermelho e ao Canal de Suez. “Eles fazem pressão aliando-se ao Irã, que já fechou o estreito de Ormuz, porque pelo estreito de Bab al-Mandab passa grande parte do comércio entre a Ásia e a Europa”, alerta.

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