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Iceberg histórico entra em fase final de derretimento e revela tons azuis no Atlântico Sul

Degelo intenso deixa iceberg A23a azul e próximo da desintegração

Internacional|Do R7

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  • O iceberg A23a, com quase 40 anos, está chegando ao fim de sua existência no Atlântico Sul.
  • Imagens da NASA mostram áreas azuladas na superfície, indicativo de intenso degelo e proximidade da desintegração.
  • A área do iceberg diminuiu de 4.000 km² para aproximadamente 1.182 km² desde que se soltou da plataforma de gelo em 1986.
  • O fenômeno de vazamento de água doce para o oceano pode acelerar a fragmentação total do iceberg em questão de dias ou semanas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Gigante de gelo da Antártida perde massa, muda de cor e entra em fase final de derretimento Nasa/ Divulgação -10.01.2025

Um gigante de gelo que nasceu na Antártida há quase 40 anos está vivendo seus últimos capítulos em alto-mar. O A23a, um dos maiores icebergs já monitorados pela ciência, apresenta sinais avançados de derretimento e passou a exibir grandes áreas azuladas em sua superfície, um indicativo da intensa presença de água de degelo.

Registros divulgados pela Nasa nesta quinta-feira (8) mostram o iceberg à deriva no Atlântico Sul, entre o extremo leste da América do Sul e a ilha Geórgia do Sul. As imagens, captadas por satélite em 26 de dezembro, revelam extensas poças de água azul acumuladas sobre o gelo, sugerindo que a estrutura está próxima do colapso total.


Apesar de já ter perdido grande parte de sua dimensão original, o A23a ainda figura entre os maiores blocos de gelo flutuantes do planeta. Quando se desprendeu da plataforma de gelo Filchner, em 1986, sua área era estimada em cerca de 4.000 km². Atualmente, segundo o Centro Nacional de Gelo dos Estados Unidos, restam aproximadamente 1.182 km².

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Além dos registros orbitais, um astronauta da Estação Espacial Internacional conseguiu capturar imagens mais próximas do iceberg, reforçando a presença de grandes piscinas de degelo espalhadas pela superfície.

De acordo com a Nasa, as faixas azuladas e brancas visíveis no gelo não são recentes. Elas provavelmente se formaram há centenas de anos, quando o bloco ainda fazia parte de uma geleira em movimento sobre o solo rochoso da Antártida, criando marcas lineares conhecidas como estrias.


Os cientistas também identificaram indícios de vazamento de água doce para o oceano, processo que favorece a mistura com a água salgada e deixa áreas mais claras visíveis em uma das extremidades do iceberg. Esse fenômeno, segundo a agência, reforça a avaliação de que o A23a pode se fragmentar completamente em questão de dias ou semanas.

A trajetória do iceberg ajudou pesquisadores a compreender melhor o comportamento dos chamados “megaicebergs”. Após sua formação, o A23a permaneceu por mais de três décadas praticamente imóvel no mar de Weddell, até se soltar em 2020. Em seguida, ficou preso por meses em uma coluna de Taylor, um tipo de redemoinho oceânico, antes de iniciar sua migração para o norte.


Durante esse deslocamento, quase atingiu a ilha Geórgia do Sul e voltou a ficar encalhado em águas rasas por um período prolongado. Somente depois conseguiu alcançar o oceano aberto, onde passou a se fragmentar de forma acelerada ao longo de 2025, caminhando agora para sua completa desintegração.

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