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Imigração e clima são os principais riscos do mundo para líderes em Davos

Internacional|Do R7

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Por Ben Hirschler

LONDRES (Reuters) - Vivemos em um mundo cada vez mais perigoso, com um acúmulo de ameaças políticas, econômicas e ambientais, avaliam especialistas entrevistados pelo Fórum Econômico Mundial.

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Antes de sua reunião anual em Davos, na próxima semana, o Fórum divulgou, nesta quinta-feira, o relatório Riscos Globais de 2016, que colocou a crise migratória como o maior risco do mundo em termos de probabilidade, enquanto as mudanças climáticas foram vistas como tendo o maior impacto em potencial.

Cerca de 60 milhões de pessoas foram deslocadas por conflitos que se espalham desde a Síria ao Sudão do Sul, levando os fluxos de refugiados a níveis recordes, chegando a ser cerca de 50 por cento maiores do que durante a Segunda Guerra Mundial.

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Levando isso em consideração, junto com os ataques como os de Paris no ano passado, além das disputas geopolíticas do Oriente Médio ao Mar do Sul da China, o mundo hoje é discutivelmente mais politicamente instável do em qualquer momento desde a Guerra Fria, segundo os líderes.

O temores econômicos, particularmente com o crescimento da China, e os eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes são outros pontos de preocupação, o que resulta na maior amplitude de riscos apontados desde a criação da pesquisa, há 11 anos.

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“Quase todos os riscos surgiram ao longo do último par de anos, e pintam um ambiente geral de inquietação”, disse John Drzik, diretor de risco global da corretora de segurados Marsh, que ajudou a compilar o relatório.

“Os riscos econômicos voltaram com relativa força, com a China, os preços da energia e as bolhas de ativos, tudo visto como problemas significativos em muitos países.”

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O encontro de Davos, entre 20 e 23 de janeiro, vai reunir autoridades de pontos de tensão conturbados geopoliticamente, como os chanceleres de países arquirrivais como o Irã e a Arábia Saudita, assim como a maior delegação já levada pelos EUA, incluindo o vice-presidente, Joe Biden.

O convite à Coreia do Norte, no entanto, foi revogado, depois do país ter conduzido um teste nuclear em desafio a uma proibição da ONU.

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