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Impeachment de Trump: Presidente da Suprema Corte terá papel central

John Roberts, um jurista conservador, presidirá julgamento no Senado e ainda dará votos decisivos em outros casos envolvendo o presidente

Internacional|Do R7

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John Roberts durante a sessão que iniciou julgamento de Trump no Senado
John Roberts durante a sessão que iniciou julgamento de Trump no Senado

O presidente da Suprema Corte dos Estados Unidos, John Roberts, está prestes a se tornar uma figura central na vida política do presidente Donald Trump.

Avesso à exposição pública, o jurista conservador não somente presidirá o julgamento de impeachment do presidente republicano no Senado, que começou formalmente na quinta-feira (16), mas nos próximos meses dará votos potencialmente decisivos em grandes casos submetidos à Suprema Corte, inclusive um no qual Trump luta para manter seus registros financeiros em segredo.

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No julgamento do Senado, que analisará se Trump deve ser retirado do cargo devido às acusações aprovadas pela Câmara dos Deputados que derivam de seu pedido para que a Ucrânia investigasse o rival político Joe Biden, o papel que Roberts representará deve ser essencialmente simbólico.

O Senado, de maioria republicana, determina as regras, e os 100 senadores atuam como jurados.

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Julgamentos no Senado e na Corte

Quando os procedimentos começarem a pleno vapor na terça-feira, Roberts terá que equilibrar seu compromisso com o julgamento e seu trabalho na Suprema Corte, que fica diante do Capitólio, na mesma rua da capital Washington.

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O tribunal ouve argumentações de casos nas terças e quartas-feiras, entre elas uma disputa a respeito dos direitos religiosos que envolve financiamento público para estudantes frequentarem escolas religiosas particulares.

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As argumentações devem terminar perto do meio-dia, o que dá tempo para Roberts assumir seu lugar no Senado para as sessões de julgamento planejadas para as 13h.

Após a semana que vem, a Suprema Corte deve fazer sua pausa costumeira de meados de inverno, e as próximas argumentações estão agendadas para 24 de fevereiro. A esta altura, o julgamento de impeachment pode muito bem ter acabado.

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Publicidade das finanças de Trump

Como os colegas republicanos de Trump ocupam 53 das 100 cadeiras do Senado e uma condenação exige uma maioria de dois terços, é provável que ele seja absolvido e mantido no posto.

O papel do presidente da Suprema Corte no julgamento se limita essencialmente a manter o processo em andamento, mas Roberts pode ser conclamado a decidir se certas testemunhas deveriam ser convocadas para depor. Se a maioria do Senado discordar de uma decisão sua, os senadores podem votar para revertê-la.

É nos corredores revestidos de mármore da Suprema Corte que Roberts detém poder de fato, e até o final de junho o tribunal de nove juízes decidirá se os registros financeiros de Trump podem ser entregues a comitês congressuais liderados pelos democratas e a um procurador de Nova York.

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