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Índice de gravidez na adolescência é "inaceitavelmente alto" na América Latina, diz ONU

Internacional|Do R7

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Por Anastasia Moloney

BOGOTÁ (Thomson Reuters Foundation) - Não tem havido progresso suficiente na redução dos altos índices de gravidez na adolescência na América Latina e no Caribe, disseram três agências da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quarta-feira, alertando que um número crescente de meninas com menos de 15 anos de idade está engravidando.

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Embora os índices gerais de gravidez na adolescência tenham "diminuído ligeiramente" ao longo das últimas três décadas, a região tem a segunda maior taxa global.

"Apesar do crescimento econômico e do progresso social recentes em várias frentes na América Latina e no Caribe, os índices de fertilidade adolescente continuam inaceitavelmente altos", disseram as agências.

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O relatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e do Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa) atribuiu as taxas altas de gravidez à falta de acesso a métodos contraceptivos e aos altos níveis de violência sexual contra meninas.

A Opas é o organismo regional da Organização Mundial da Saúde (OMS).

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O relatório revelou que houve 66,5 nascimentos para cada mil meninas de 15 a 19 anos entre 2010 e 2015 em toda a região – mundialmente foram 46 nascimentos para cada mil meninas na mesma faixa etária.

Segundo o documento, meninas adolescentes que só têm o ensino primário ou nenhuma educação formal são quatro vezes mais inclinadas a começar a ter filhos do que meninas com o ensino secundário ou superior.

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O texto afirma que os governos precisam aprimorar os esforços para combater o estupro de meninas e ressaltou a falta de cuidados após os estupros e de contraceptivos de emergência, além de leis de aborto rígidas.

"Meninas adolescentes precisam ser protegidas da violência sexual, e os esforços precisam incluir o envolvimento de homens e meninos para que se tornem parceiros na proteção e no empoderamento das meninas adolescentes", disse.

As atitudes em relação à educação sexual precisam mudar entre líderes comunitários, escolas e pais, que devem reconhecer que as adolescentes são ativas sexualmente e que as meninas não têm proteção suficiente contra a violência sexual, afirmou o documento.

Ele também culpou a "persistência" dos casamentos infantis, e alertou que a abordagem atual impede que os adolescentes aprendam sobre questões de saúde sexual.

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