Insurreição popular incentivada por Trump no Irã é ‘perfeitamente possível’, diz analista
Para o pesquisador Lier Ferreira, tomada de poder no país só é viável com a adesão das forças de repressão
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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A perspectiva de a população do Irã ir às ruas e tomar o poder, diante do vácuo deixado pela morte do líder supremo Ali Khamenei, no sábado (28), é “perfeitamente possível”, na avaliação do pesquisador Lier Ferreira. Em entrevista ao Conexão Record News, ele destaca o incentivo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à insurreição popular, mas pondera que “se vai acontecer é uma outra história”.
O secretário de Guerra norte-americano, Pete Hegseth, classificou a operação do país contra o governo iraniano como a mais “precisa, complexa e letal” já executada. Em entrevista coletiva na segunda-feira (2), ele disse que a ocasião é uma “oportunidade para Teerã fazer melhores escolhas”, e declarou que os EUA não são responsáveis por começar a guerra com o país no Oriente Médio, mas que irão terminá-la.

“A gente sabe que o regime dos aiatolás já está enfraquecido”, diz Ferreira. Ele cita a violenta repressão do governo, que não atinge somente opositores, mas a população civil no geral, e argumenta que um levante que o derrube “só é viável se houver uma adesão de uma parcela significativa dessas forças de repressão do Estado iraniano”.
O especialista ressalta que a escalada do conflito entre EUA, Israel e Irã pode desencadear uma guerra civil prolongada, com “custo humanitário muito grande, principalmente para a população iraniana”.
“Também teremos os impactos geoeconômicos, que nós já estamos verificando: aumento do dólar, aumento do ouro, aumento do preço do petróleo, aumento dos custos logísticos, o transporte de cargas e mercadorias que passem ou não pelo Estreito de Ormuz. Enfim, uma situação bastante delicada para todo mundo”, frisa.
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