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Interesses em territórios no Ártico não são apenas dos EUA; entenda

Região, que inclui a Groenlândia, traz motivações geopolíticas, econômicas e energéticas para outras potências, diz professor

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Dinamarca e Otan reforçam segurança no Ártico devido à tensão com os EUA e Groenlândia.
  • A primeira-ministra dinamarquesa afirma que a soberania da Groenlândia não está em discussão.
  • Paulo Velasco aponta que ações de Trump incentivam Europa a buscar autossuficiência em segurança.
  • O Ártico gera interesses geopolíticos e econômicos, com presença forte da Rússia e crescimento de interesses da China.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Após o aumento da tensão com a crise entre Estados Unidos e Groenlândia, a Dinamarca e a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) querem reforçar a segurança no Ártico. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, disse que concordou com o secretário-geral da aliança sobre a necessidade do aumento de efetivo na região.

Além da declaração, os governos da Groenlândia e da Dinamarca insistiram que a soberania da ilha não está em discussão, mas afirmam estar abertos a conversas sobre outras questões. Ainda segundo a primeira-ministra, defesa e segurança no Ártico são assuntos de toda a aliança.


Premiê dinamarquesa afirmou que defesa e segurança no Ártico são assuntos de toda a Otan Reprodução/Record News

Na análise de Paulo Velasco, professor de política internacional da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), as ações de Donald Trump instigam os países europeus a buscarem sua própria capacidade de segurança, seja para inimigos previsíveis, como a Rússia, da mesma forma com inesperados, como os Estados Unidos.

Em entrevista ao Conexão Record News desta sexta-feira (23), o professor pontua que, por envolver interesses geopolíticos, econômicos, energéticos, no Ártico e na Groenlândia, as motivações de Trump vão também para além da ameaça à segurança. Com a comprovação da existência de reservas de minerais críticos e abertura de rotas de navegação, o espaço se torna um ponto de interesse para diversas nações.


“A Rússia tem uma presença muito firme no Ártico, é o país com o maior território no espaço do Ártico. A China, embora não seja um país do Ártico, tem avançado também interesses ali naquela área, e isso acaba fazendo com que o Trump busque garantir uma presença e proteção maior”, completa.

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