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Interrupção nos embarques de carne de frango é ‘muito preocupante, diz ABPA

Conflito no Oriente Médio provoca desafios logísticos para envio da proteína a países da região

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Guerra no Oriente Médio afeta as exportações brasileiras de carne de frango, que representam 30% do total anual.
  • Desafios logísticos impactam 14 países que importam mais de 120 mil toneladas mensais do Brasil.
  • Empresas buscam novas rotas e alternativas para garantir o escoamento e suprir a demanda dos clientes.
  • Apesar das dificuldades, presidente da ABPA afirma que a indústria brasileira deve continuar a produzir.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O conflito no Oriente Médio tem afetado os produtores brasileiros de carne de frango. A região representa cerca de 30% das exportações brasileiras anuais do produto. As interrupções nos embarques da proteína afetam diretamente 14 países que recebem mais de 120 mil toneladas mensais do Brasil.

Em entrevista ao Record News Rural desta quinta-feira (12), Ricardo Santin, presidente da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), explica as dificuldades logísticas causadas pela guerra e destaca os Emirados Árabes Unidos e a Jordânia como os maiores impactados.


Bandeja branca com pedaços de frango cru está sobre esteira de processamento. Rolos verdes e partes mecânicas da máquina indicam sistema automatizado de embalagem em ambiente industrial.
Novas rotas para exportação de frango estão sendo exploradas em Omã e na Arábia Saudita Reprodução/Record News

“O setor é afetado diretamente por essa ruptura de embarques logísticos para a região do conflito. São 14 países diretamente envolvidos nessa região. Nós só não exportamos para dois deles, que são exatamente os que são os pivôs dessa guerra, que é Israel e o Irã. O próprio Irã a gente não exporta diretamente. Mas nos restantes 12 mercados a gente exporta mais de 120 mil toneladas por mês. Algo entre 29% e 30% do que se exportou de carne de frango no ano passado foi para a região do Oriente Médio”, afirma.

Além disso, o fechamento de um trecho estratégico para as exportações na região obrigou as empresas a buscarem novas rotas e alternativas para minimizar os impactos econômicos. “As empresas ficam preocupadas porque você precisa ter escoamento, ou, mais do que tudo, são clientes de muitos anos que estão lá e que precisam da comida”, pontua.


Santin ressalta que a situação “é algo muito preocupante no sentido de que a gente quer continuar a fornecer. A gente não vai, digamos assim, a indústria brasileira não precisa parar, não precisa parar de produzir, o nosso produtor pode ficar bem tranquilo”.

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