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Irã ameaça deixar acordo nuclear se não puder proteger seus interesses

Após a retirada de Washington desse pacto em maio, o Irã não deve ter "muitas esperanças" nas tentativas da Europa de salvar esse acordo

Internacional|Do R7

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Khamenei excluiu negociações em "qualquer nível" com os EUA
Khamenei excluiu negociações em "qualquer nível" com os EUA

O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, fez um alerta nesta quarta-feira sobre a possibilidade de deixar o acordo nuclear assinado em 2015 se não for "possível proteger os interesses" do país.

O Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, por sua sigla em inglês), nome oficial do pacto assinado entre o Irã e as seis potências, "não é um objetivo, é um meio, e naturalmente deixaremos o mesmo se chegarmos à conclusão de que com ele não é possível proteger os interesses nacionais", disse Khamenei em reunião com o presidente iraniano, Hassan Rohani, e seu Governo, segundo a agência local "ISNA".

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Após a retirada de Washington desse pacto em maio, o Irã não deve ter "muitas esperanças" nas tentativas da Europa de salvar esse acordo, assinado em 2015 por Teerã e o grupo 5+1 (Estados Unidos, França, Reino Unido, China e Rússia, mais Alemanha) e que suspendia as sanções ao Irã em troca de que seu programa atômico se limitasse a fins estritamente civis.

Khamenei também considerou que "não há problemas em manter os laços e seguir com as negociações com a Europa" durante a reunião com Rohani e seu Gabinete, mas considerou que é preciso contemplar suas promessas com certo "ceticismo".

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"Os europeus devem compreender, conforme as expressões e as ações dos responsáveis do Governo iraniano, que suas decisões terão como consequência as medidas e reações apropriadas por parte da República Islâmica", recalcou.

Por outro lado, Khamenei excluiu negociações em "qualquer nível" com os Estados Unidos.

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"O resultado de negociar com anteriores autoridades americanas que, pelo menos, queriam aparecer acabou aí", afirmou.

Rohani ressaltou que o Governo do atual presidente americano, Donald Trump, tem "a espada no alto contra os iranianos" e fez uma pergunta: "então, quais negociações podemos manter?".

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"Portanto, não faremos negociações com os Estados Unidos a nenhum nível", recalcou.

Em maio, os Estados Unidos anunciaram a retirada do acordo nuclear e estabeleceu novas sanções contra o Irã, cujo primeiro rodízio entrou em vigor neste mês, enquanto o segundo, que inclui o setor energético, vital para o país, será aplicado em novembro.

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