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Irã apoia Venezuela e critica 'ingerência' dos EUA e Guaidó

Relação entre países se estreitou depois de morte de Hugo Chavéz. Autoridades disseram não reconhecer presidente autoproclamado

Internacional|Do R7

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Irã e Venezuela são aliados na oposição aos EUA
Irã e Venezuela são aliados na oposição aos EUA

As autoridades iranianas deram nesta quinta-feira (24) seu apoio ao governo venezuelano contra "a ilegítima ingerência estrangeira", enquanto a comunidade venezuelana no Irã mostrou seu apoio ao autoproclamado líder interino Juan Guaidó.

Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores do Irã criticou especialmente "a ilegítima ingerência dos Estados Unidos nos assuntos internos da Venezuela", depois que Washington, assim como outros países, reconheceu Guaidó como legítimo.

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"A República Islâmica do Irã apoia o governo e a nação da Venezuela contra qualquer intervenção estrangeira em seus assuntos internos ou qualquer outra medida ilegal como um golpe de Estado", afirmou o porta-voz da Chancelaria iraniana, Bahram Qasemi.

Qasemi expressou sua esperança quanto às "diferenças e os problemas políticos da Venezuela serem resolvidos em breve pelo povo e o governo do país, utilizando mecanismos legais e pacíficos".

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As relações entre o Irã e a Venezuela são muito estreitas desde a época do falecido presidente Hugo Chávez, fortalecidas por sua oposição mútua aos EUA.

Por sua vez, a colônia venezuelana no Irã, composta por cerca de 30 residentes, manifestou seu apoio a Guaidó e vai entregar uma carta com suas reivindicações na Embaixada da Venezuela em Teerã.

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Beatriz Salas, representante da comunidade venezuelana no Irã, onde vive há 30 anos, disse à Agência Efe que na carta é pedido aos militares da delegação diplomática que enviem ao Exército da Venezuela a mensagem para que "não derrame o sangue dos seus irmãos e não sobreponha o interesse material à honra".

O texto exige que os militares venezuelanos "respeitem o seu juramento de lealdade ao povo e a favor da liberdade".

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Guaidó se autoproclamou ontem presidente da Venezuela após acusar Nicolás Maduro de "usurpar" o poder, já que obteve sua reeleição em uma votação em maio de 2018 tachada de fraudulenta pela oposição.

Devido à suposta irregularidade daquele processo, a Organização de Estados Americanos (OEA) e a União Europeia (UE) decidiram não reconhecer a legitimidade do segundo mandato de Maduro.

Os protestos antigovernamentais que sacodem a Venezuela há três dias foram reprimidos pelas forças de segurança e por enquanto pelo menos 13 pessoas morreram.

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