Irã avançou e Estados Unidos recuaram, analisa professor sobre nova fase da guerra
Leonardo Trevisan comenta decisão de Donald Trump de suspender ataques contra infraestrutura energética iraniana
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Os Estados Unidos divulgaram imagens de novos ataques contra alvos do Irã. Segundo o governo norte-americano, a nova fase da operação militar no Oriente Médio tem como objetivo destruir a capacidade do regime iraniano de realizar ataques com drones.
Apesar de o presidente Donald Trump ter dado um ultimato para que o Irã reabrisse o estreito de Ormuz, afirmando que, se a passagem não fosse liberada, haveria ataques contra a infraestrutura de energia elétrica do país, o governo iraniano não respondeu a tais imposições.
E as expectativas sobre os novos ataques norte-americanos contra o Irã foram adiadas devido a uma publicação de Trump nas redes sociais, afirmando que os Estados Unidos conversaram com os iranianos. Entretanto, uma agência de notícias do Irã enfatizou que não houve diálogos entre os países, mas, na verdade, o presidente norte-americano teria recuado após Teerã ameaçar fechar completamente Ormuz e atacar as usinas de energia em todo o Golfo.
“Quem, de certa forma, está tendo problemas com a guerra? [...] Eu tendo a desconfiar de que os resultados militares novos do Irã fizeram com que o Pentágono e os países árabes moderados colocassem uma moderação em Donald Trump”, explicou o professor de relações internacionais Leonardo Trevisan, em entrevista ao Conexão Record News.
O professor ainda enumera uma série de vitórias militares iranianas no contexto da guerra e sentencia: o Irã avançou e obrigou os Estados Unidos a recuar. “Todas essas evoluções militares do Irã atestam um fato único. O Irã pode fazer estragos muito grandes nos vizinhos e também nas forças americanas que estão nos vizinhos. Talvez essa ponderação tenha feito Trump pensar duas vezes. Porque, para vencer o Irã — não que ele não possa, ele tem força suficiente para isso —, mas ele vai ter que usar uma quantidade de dinheiro e de tempo que faria o preço do petróleo explodir”, argumenta Trevisan.
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