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Irã busca reduzir dependência da China ao retomar negociações com os Estados Unidos; entenda

Professor Leonardo Trevisan explica a diferença entre o ‘Irã interno’ e o ‘Irã externo’ durante as conversas com os EUA

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ali Khamenei, líder supremo do Irã, afirmou que Donald Trump não conseguirá derrubar o regime iraniano.
  • No discurso, ele ameaçou atacar um porta-aviões americano próximo ao país.
  • O Irã busca reduzir a dependência da China e reabrir negociações com os Estados Unidos.
  • O país está dividido, com a Guarda Revolucionária controlando uma parte do governo enquanto o restante é dirigido pelo governo civil.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, afirmou nesta terça-feira (17) que Donald Trump, presidente norte-americano, não conseguirá acabar com o regime de Teerã. Durante o discurso, ele também ameaçou derrubar o porta-aviões americano que está próximo ao país. O pronunciamento ocorreu em um momento decisivo, quando representantes dos dois países realizam negociações em Genebra, na Suíça.

Leonardo Trevisan, professor de Relações Internacionais da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), afirma ao Conexão Record News que a reunião entre os líderes tem outro objetivo para Teerã, já que o país não deseja manter o domínio da China sobre seu território.


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“O Irã está sentindo o peso do domínio da China e está querendo sentar com os americanos e dizer: ‘olha, nós não queríamos ser tão dependente assim da China, quer conversar de novo com a gente?’. É isso que está em jogo, é bem interessante porque sinaliza uma geopolítica nova no contexto do Irã e Estados Unidos”, pontua o docente.

O professor acrescenta que, após a tensão, o país se dividiu em dois “pedaços”: um interno, controlado pela Guarda Revolucionária, e outro representado pelo governo civil, associado ao presidente Masoud Pezeshkian e ao chanceler Abbas Araghchi.


“O Irã se dividiu em dois pedaços, o primeiro pedaço é o pedaço interno, em que a Guarda Revolucionária iraniana assumiu total controle do governo, desculpe, é isso, eles tiveram autorização para matar e mataram, em outras palavras, o regime mostrou que consegue ficar, tem força para ficar. E quem fez isso foi a guarda revolucionária iraniana, que não tem nada a ver, que é outro Irã do que o do presidente Pezeshkian, do que o do Araghchi, que é o chanceler iraniano”, destaca.

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