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‘Irã está sozinho nessa defesa do seu território’, avalia professora

Com interesses na Ucrânia e em Taiwan, Rússia e China devem se posicionar apenas de forma diplomática

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Os EUA investigam ataque em Austin que deixou três mortos e 14 feridos, suspeitando de ligação com o Irã.
  • Suspeito, um senegalês, usava moletom com referências ao Irã e foi morto pela polícia.
  • A professora Ana Carolina Marson afirma que o ataque não representa uma retaliação iraniana, mas sim um ato isolado.
  • Irã está isolado, enquanto Rússia e China optam por não se envolver em conflitos diretos e focar na diplomacia.

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Os Estados Unidos investigam se o ataque a tiros que deixou três mortos e 14 feridos neste domingo (1º) foi um ato terrorista com ligação ao Irã. O atentado ocorreu na cidade de Austin, no Texas, quando um atirador iniciou disparos dentro de um carro e depois desceu com um fuzil e atacou pedestres.

Segundo a polícia, o suspeito era um senegalês de 53 anos que acabou morto pelos agentes. Ainda no relato dos oficiais, ele usava um moletom com referências ao Irã e possuía itens que remetem ao regime e seus líderes em casa.


A imagem mostra um míssil sendo lançado em uma área desértica aberta. Ele aparece inclinado para cima, deixando um rastro branco de fumaça enquanto sobe. No solo, há um veículo militar parcialmente envolto por poeira e fumaça levantadas pelo lançamento. O céu está claro e sem nuvens.
Irã aposta em ataques mais destrutivos como retaliação Reprodução/Record News

Para Ana Carolina Marson, professora da Escola de Sociologia e Política de São Paulo, esse ataque não significa uma possível retaliação iraniana aos ataques americanos a Teerã, mas sim mais um ataque isolado como os que são recorrentes no país. Ela ressalta que os ataques retaliatórios do regime iraniano são os vistos contra bases americanas e contra Israel, o que gera uma distância do ato do atirador morto.

“Nós estamos falando de ataques que podem ter uma eficácia, uma destruição maior. É claro que um atirador atirando no meio de uma rua é perigoso, é complicado, não deveria acontecer, mas pensando do ponto de vista de retaliação, não faria nem sentido para o Irã promover uma retaliação desse jeito, ainda mais considerando que já está em guerra aberta com os Estados Unidos”, comenta.


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Para a professora, as ações recentes e posicionamentos do Irã colocam o país isolado no mundo, principalmente com ataques a países da região. Além disso, ela cita que não interferir no conflito é uma boa opção para seus principais aliados, China e Rússia, que possuem outros interesses no momento, e devem agir muito mais no âmbito da diplomacia e retórica.

“Então, a China não se envolvendo agora no Irã, que é um interesse estratégico dos Estados Unidos, no momento em que ela se envolver em alguma situação mais séria com Taiwan, possivelmente os Estados Unidos não se envolvam. Então, nós vemos que o cálculo político de Rússia e China nesse momento é não se envolver, não vale a pena. Então, o Irã, ele está sozinho nessa defesa do seu território”, completa Ana Carolina em entrevista ao Hora News desta segunda-feira (2).

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