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Irã pede que seus cidadãos não viajem para os EUA

O motivo seria por 'prisões arbitrárias' de iranianos.  A Chancelaria pediu que, mesmo convidados para conferências, não embarquem para os EUA

Internacional|Da EFE

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Declaração acontece poucos dias após o Irã e EUA realizarem uma troca de prisioneiros
Declaração acontece poucos dias após o Irã e EUA realizarem uma troca de prisioneiros

O Ministério das Relações Exteriores do Irã recomendou a seus cidadãos, principalmente acadêmicos e cientistas, que evitem viajar para os Estados Unidos devido a "prisões arbitrárias" de iranianos naquele país.

A Chancelaria pediu aos iranianos que, mesmo convidados para conferências, não embarquem para os EUA, de acordo com um comunicado publicado nesta quarta-feira (11) pela imprensa oficial do Irã, denunciando que "as desculpas políticas e regulamentos opressivos e unilaterais" de Washington com os iranianos, assim como "prisões arbitrárias" e detenções em "condições desumanas".

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Esta declaração acontece poucos dias após o Irã e EUA realizarem uma troca de prisioneiros: o cientista iraniano Masoud Soleimani em troca do pesquisador americano Xiyue Wang.

Soleimani, especialista em células-tronco, foi preso no ano passado nos EUA por tentar exportar material biológico, enquanto Wang foi preso em 2016 no Irã por espionagem.

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Os iranianos têm, no entanto, muita dificuldade em viajar para os Estados Unidos desde que Washington impôs, em 2017, um veto migratório aos cidadãos de vários países de maioria muçulmana, incluindo o Irã.

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A tensão entre Teerã e Washington vem aumentando desde o ano passado, quando os EUA se retiraram do acordo nuclear de 2015 e impuseram novas sanções ao Irã.

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Ontem, o Ministério das Relações Exteriores iraniano já havia recomendado aos seus cidadãos que adiem suas viagens para a França devido aos protestos e greves.

Esse apelo pode ser uma resposta às críticas de Paris à repressão dos protestos no mês passado, no Irã, onde, segundo a Anistia Internacional, mais de 200 manifestantes morreram.

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