Internacional Irã rejeita preocupações do Ocidente por seu programa nuclear

Irã rejeita preocupações do Ocidente por seu programa nuclear

EUA, Reino Unido, França e Alemanha expressaram "grave preocupação" sobre o tema à margem da reunião do G20

AFP
 O presidente do Irã, Ebrahim Raisi, discursa durante a cúpula da Organização de Cooperação de Xangai em Dushanbe,  no Tajiquistão

O presidente do Irã, Ebrahim Raisi, discursa durante a cúpula da Organização de Cooperação de Xangai em Dushanbe, no Tajiquistão

Didor Sadulloev/Reuters - 17.09.2021

O Irã reiterou nesta segunda-feira (1º) que seu programa nuclear é pacífico, dois dias depois da "grave preocupação" expressada por Estados Unidos, Reino Unido, França e Alemanha sobre o tema à margem da reunião de cúpula do G20 em Roma.

O porta-voz do ministério iraniano das Relações Exteriores, Saeed Khatibzadeh, afirmou à imprensa que a posição dos países ocidentais era "incompatível com a realidade e não conduzirá a resultados construtivos".

Os governantes dos Estados Unidos, França, Reino Unido e Alemanha expressaram no último sábado (30) sua "viva e crescente preocupação" com a violação do acordo de 2015 sobre o programa nuclear iraniano por parte de Teerã, ao qual pediram uma "mudança de rumo".

Estes países, ao lado da China e Rússia, anunciaram em 2015 um acordo histórico para limitar o alcance do programa nuclear do Irã e evitar que o país desenvolva uma bomba atômica, em troca da suspensão das sanções internacionais. Porém, o governo dos Estados Unidos, presidido na época por Donald Trump, abandonou o pacto em 2018.

Com o retorno das sanções por parte da administração americana, o Irã, governado na época por Hassan Rohani, decidiu retomar a produção de urânio altamente enriquecido, o que gerou preocupação entre os europeus que desejavam salvaguardar o pacto.

O Irã, agora com o presidente ultraconservador Ebrahim Raisi à frente, expressou na semana passada sua disposição a retomar em novembro as negociações para salvar o acordo, ao qual também consideram retornar os Estados Unidos, agora presidido pelo democrata Joe Biden.

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