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‘Irã tem condições de responder um eventual ataque dos EUA’, analisa professor

Analista destaca que, mesmo sem igualar os EUA, a resposta iraniana pode gerar impactos econômicos e estratégicos no Golfo

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Irã reiterou ameaças de atacar bases americanas, mas promete resposta decisiva se houver agressão.
  • Professor Kleber Galerani afirma que Irã tem capacidade de retaliar, respaldado pela ONU.
  • Possíveis consequências incluem o fechamento do Estreito de Ormuz, impactando o fluxo global de petróleo.
  • A guerra não seria vantajosa para nenhum país, exceto aqueles com interesses diretos no conflito.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Irã reiterou as ameaças de atacar bases americanas no Oriente Médio caso seja alvo de agressão militar. Em uma carta dirigida a António Guterres, secretário-geral da ONU, o embaixador de Teerã na organização, Ali Bahreini, afirmou que, caso o país sofra uma agressão, responderá de maneira decisiva, seguindo os princípios de legítima defesa.

Em entrevista ao Conexão Record News, Kleber Galerani, professor de Direito e Relações Internacionais da Unifran (Universidade de Franca), afirma que Teerã tem capacidade para realizar o ataque contra as bases americanas, respaldado pelo artigo 51 da Carta das Nações Unidas, que reconhece o direito de autodefesa.


Irã reiterou as ameaças de atacar bases americanas no Oriente Médio caso seja alvo de agressão militar Reprodução/Record News

“Como diz o jargão, onde há fumaça, costuma ter fogo. E, infelizmente, nós estamos aí num ponto de risco muito elevado nas relações entre Irã e Estados Unidos, que já vinham se deteriorando [...] O Irã tem condições de responder, não na mesma proporção, não na mesma força dos Estados Unidos da América, mas tem condição de responder a um eventual ataque norte-americano.”, afirma.

Entre os efeitos colaterais do conflito entre as duas nações está o possível fechamento do Estreito de Ormuz, que conecta grandes produtores de petróleo do Golfo, como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos, e concentra cerca de 20% do fluxo global da commodity.


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O docente ressalta que a guerra não será vantajosa para nenhum país, exceto para aqueles diretamente envolvidos no conflito e que buscam defender suas posições.

“Estamos falando de um contexto em que a guerra, tanto economicamente quanto socialmente, não favorece ninguém, a não ser aqueles que defendem seus próprios interesses e buscam liderar o tabuleiro político global, como é o caso dos Estados Unidos da América”, afirma Galerani.

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