Irã utiliza estoque de armas ‘para causar o máximo de impacto possível’, aponta analista
Teerã lança, nesta segunda (9), nova onda de ataques com mísseis e drones contra Israel e países do golfo
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O Irã lançou, nesta segunda-feira (9), uma nova onda de ataques com mísseis e drones contra Israel e países do golfo. No Bahrein, a ofensiva iraniana atingiu a única refinaria do país e causou um grande incêndio. Já no domingo (8), outro ataque com drone deixou pelo menos 32 pessoas feridas.
Mísseis lançados pelo Irã também foram vistos em Jerusalém durante uma nova onda de ataques noturnos. Os sistemas de defesa aérea de Israel foram acionados para interceptar os projéteis.

Pela primeira vez, Israel atacou depósitos de petróleo no Irã. As instalações atingidas ficam na região de Teerã e forneciam combustível para a estrutura militar responsável pelos ataques com mísseis. Autoridades locais alertaram a população para os riscos de poluição tóxica do ar depois das explosões.
Durante um evento no Departamento de Estado, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, acusou o Irã de tentar “manter o mundo como refém” com os ataques.
Em entrevista ao Conexão Record News, Igor Lucena, economista e doutor em relações internacionais, diz que Rubio acerta ao pontuar que o Irã se sustenta no conflito por meio dos ataques: “Como os iranianos estão perdendo a guerra, do ponto de vista militar, não há uma capacidade iraniana hoje de recompor a Marinha, a Aeronáutica e os drones. Ou seja, eles estão de fato utilizando o estoque que têm para causar o máximo de impacto possível.”
Segundo ele, “na prática, essa está sendo a principal arma dos iranianos, colocar o mundo à mercê com essas políticas”. Lucena ainda ressalta que a França vai enviar navios da Esquadra para fazer a defesa de petroleiros na região. “Então, o mundo não vai ficar parado assistindo aos iranianos manipularem o mercado internacional da mesma maneira”, completa.
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