Iranianos só estarão prontos para negociar quando ‘não tiverem mais nenhum recurso’
Guerra entre Israel, EUA e Irã chega ao terceiro dia e se espalha pelo Oriente Médio
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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As tensões no Oriente Médio entraram no terceiro dia, nesta segunda-feira (2), com ataques do grupo terrorista Hezbollah contra Israel. Em resposta, o governo de Tel Aviv atingiu estruturas dos extremistas localizadas no Líbano, resultando em mais de 30 mortos.
Em entrevista ao Hora News, Marcelo Suano, analista de risco político e de relações internacionais, explica que já era esperado que o Hezbollah e outras milícias apoiadas pelo Irã iriam retaliar de alguma maneira. “A grande questão é que o Hezbollah está extremamente fragilizado, ele já não tem a capacidade de poder fazer algum ataque com grande poder de fogo contra Israel”, pontua.

As lideranças governamentais libanesas alertaram que o conflito no Irã não diz respeito ao país, o que “foi um recado muito sério para o Hezbollah”, segundo Suano: “Israel certamente já está se defendendo, vai se defender e fará ataques para pegar núcleos, células do Hezbollah que ainda estão ativas. [...] Certamente, o governo libanês se manterá mais equilibrado porque ele não quer se envolver nessa contenda e sabe que, independentemente de tudo aquilo que está acontecendo, desestabilizando o Oriente Médio, a culpa por excelência cabe ao Irã.”
O especialista destaca que o Irã, para regionalizar o conflito, utiliza a “tática do abraço do afogado”, que consiste em atacar países vizinhos, entre eles Arábia Saudita, Iémen e Jordânia, em uma tentativa de colocá-los contra os Estados Unidos.
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Para o analista, tal tática não deve surtir efeito, já que “haverá respostas de defesa desses países internamente para segurar os núcleos que podem estar apoiando o Irã”, o que pode provocar o efeito contrário. “É o último recurso que eles estão usando, e certamente esse último recurso apenas reforçará um conjunto de aliados aos Estados Unidos e a Israel”, afirma.
Com relação a uma possível negociação do governo iraniano pelo fim do conflito, Suano avalia que “eles só estarão prontos para negociar quando eles não tiverem mais nenhum recurso, quando eles perceberem que já não dá mais”.
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