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Islamitas confirmam morte de soldado francês capturado na Somália

Al Shabab é um grupo armado que tenta formar um estado islâmico na Somália

Internacional|Do R7

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A milícia islamita somali Al Shabab confirmou nesta segunda-feira (14) a morte de um soldado francês que foi ferido e capturado na fracassada operação do fim de semana para libertar o refém francês Denis Allex, sequestrado na Somália desde julho de 2009.

O soldado francês foi capturado pelos rebeldes, mas morreu por conta de vários ferimentos de bala, "apesar dos esforços da equipe médica" rebelde, disse em comunicado o porta-voz das missões militares de Al Shabab, Abdi Asiis Abu Musab, sem dar mais detalhes.

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Na nota, publicada em um página da internet pró Al Shabab, o porta-voz reiterou que o refém segue com vida.

No sábado passado, a milícia radical islâmica já havia afirmado que Allex estava vivo e que sua sorte será decidida nos próximos dias, embora o ministro de Defesa da França, Jean-Yves Le Drian, disse que "tudo aponta para que Allex tenha sido assassinado".

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Na operação empreendida pela França na madrugada de sábado, outro soldado francês morreu, assim como 17 terroristas, segundo o governo francês.

O refém era agente da Direção Geral de Segurança Exterior (DGSE) e, no momento de seu sequestro em Mogadíscio, participava de uma missão de apoio ao governo de transição somali.

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Allex é um dos nove franceses sequestrados na África, dos quais cinco então no Níger, dois em Mali e outro na Nigéria, e a maioria deles estão em mãos do grupo terrorista Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI).

Após seus sequestro, o agente da DGSE apareceu em duas ocasiões em vídeos emitidos por sites islamitas, nos quais reivindicava a ajuda do presidente francês, François Hollande, e pedia que a França cessasse seu apoio ao governo da Somália.

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Al Shabab, que anunciou em fevereiro de 2012 sua união formal com a rede terrorista Al Qaeda, luta para instaurar um estado islâmico de corte wahhabista na Somália.

A Missão da União Africana na Somália (AMISOM), o Exército somali, as Forças Armadas etíopes e várias milícias governistas combatem os fundamentalistas islâmicos.

Embora as tropas aliadas tenham chegado em setembro no maior reduto da Al Shabad, a cidade litorânea sulina de Kismayo, os radicais ainda controlam boa parte do centro e o sul da Somália, onde o frágil Executivo do país não impôs sua autoridade.

A Somália vive em um estado de guerra e caos desde 1991, quando foi derrubado o ditador Mohammed Siad Barre, o que deixou o país sem um Governo efetivo e em mãos de milícias radicais islâmicas, senhores da guerra e grupos de delinquentes armados.

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