Internacional Israel coordenará com Rússia saída de forças estrangeiras da Síria

Israel coordenará com Rússia saída de forças estrangeiras da Síria

Netanyahu afirmou no início da reunião dominical de seu gabinete ministerial que o Irã foi o assunto central abordado com o líder russo

Netanyahu se encontrou com Putin

Netanyahu se encontrou com Putin

Agencja Gazeta/Slawomir Kaminski via REUTERS/14.02.2019

Israel fará gestões com a Rússia para garantir a saída dos grupos armados estrangeiros com presença militar na Síria, afirmou neste domingo o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, depois da reunião mantida na última quarta-feira (27) em Moscou com o presidente russo, Vladimir Putin.

Segundo Netanyahu, os dois líderes chegaram a um acordo para manter "o mecanismo de coordenação de segurança entre os exércitos russo e israelense" na Síria, e estabeleceram "um objetivo comum" para a "retirada das forças estrangeiras que chegaram ali antes da explosão da guerra civil", por isso formarão "uma equipe de trabalho conjunta".

O chefe de governo israelense afirmou no início da reunião dominical de seu gabinete ministerial que o Irã foi o assunto central abordado com o líder russo. Netanyahu comunicou a Putin "de maneira inequívoca, que Israel não permitiria a concentração militar do Irã na Síria" e assegurou que suas forças efetuarão mais "ações militares" contra a presença iraniana no país vizinho se considerar necessário.

Putin e Netanyahu mantiveram encontros em 11 ocasiões desde setembro de 2015, quando a Rússia se envolveu militarmente no conflito sírio, onde é o principal aliado do regime de Bashar al Assad junto ao Irã.

Israel considera a presença militar iraniana na Síria como uma ameaça para sua existência, reiterou que não tolerará que o regime dos aiatolás "tenha uma base" perto de sua fronteira e atacou em diversas ocasiões alvos militares do Irã em território sírio e também de seu aliado, a milícia xiita libanesa Hezbollah.

Além disso, Netanyahu parabenizou hoje as autoridades do Reino Unido por incluírem o Hezbollah em sua lista de organizações terroristas e fez um pedido a outros países europeus e da esfera mundial para aderirem "a essa grande decisão".