Internacional Israel lança ataques aéreos em Gaza em retaliação ao Hamas

Israel lança ataques aéreos em Gaza em retaliação ao Hamas

Um dia após o grupo terrorista lançar balões incendiários contra seu território, Israel retaliou com novos bombardeios

AFP
Israel realizou novos ataques contra a Faixa de Gaza

Israel realizou novos ataques contra a Faixa de Gaza

Said Khatib / AFP - 15.6.2021

A aviação de Israel realizou ataques aéreos contra a Faixa de Gaza nesta quarta-feira (15), um dia após balões incendiários serem lançadas do território palestino contra o sul de Israel, de acordo com fontes de segurança palestinas e testemunhas.

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Os ataques aéreos e o lançamento de balões foram os primeiros grandes incidentes entre Israel e Gaza desde o cessar-fogo de 21 de maio, que encerrou 11 dias de intensos combates que deixaram 260 mortos do lado palestino e 13 do lado israelense.

De acordo com fontes palestinas, a aviação israelense teve como alvo pelo menos um local a leste de Khan Younis, uma cidade ao sul da Faixa de Gaza, o enclave empobrecido de dois milhões de pessoas.

Cerca de mil apartamentos, escritórios e lojas foram destruídos na última guerra com Israel, a quarta desde 2008.

Um fotógrafo da AFP observou as explosões de longe.

Marcha nacionalista

Estes são os primeiros ataques israelenses ao território palestino, controlado por islâmicos do Hamas, desde a chegada ao poder no domingo de uma coalizão heterogênea que encerrou 12 anos de governo de Benjamin Netanyahu em Israel.

Os ataques e o lançamento de balões incendiários, que causaram cerca de vinte incêndios no sul de Israel segundo os bombeiros locais, ocorrem após uma manifestação de nacionalistas e da extrema direita que reuniu mais de mil pessoas na terça-feira.

Os Estados Unidos e a ONU pediram moderação em face dessa polêmica demonstração que o novo governo israelense de Naftali Bennett havia autorizado.

O movimento Hamas ameaçou Israel com retaliação se a marcha para comemorar a anexação de Jerusalém Oriental, um setor palestino da cidade ocupada por Israel em 1967, entrasse nos bairros muçulmanos da cidade.

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