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Japão abandona postura pacifista e pode redesenhar o equilíbrio de poder na Ásia

Especialista analisa o primeiro discurso de Sanae Takaichi após ampla vitória nas eleições legislativas

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, anunciou novas medidas de defesa e criticou a China por suas ações no mar oriental.
  • O Japão planeja dobrar seus gastos com defesa para até 2% do PIB, abandonando sua tradição pacifista pós-Segunda Guerra Mundial.
  • A mudança nas estratégias defensivas incluirá flexibilidade nas restrições de exportações militares e fortalecimento das cadeias de suprimento.
  • Essa reformulação representa uma mudança de paradigma na segurança nacional, aproximando o Japão dos Estados Unidos e buscando maior autonomia.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, criticou a China em seu primeiro discurso no parlamento após as eleições legislativas, afirmando que o país tem intensificado as tentativas de alteração dos status quo no mar oriental, sendo pela força ou coerção.

Com promessas de transformar o país em uma nação forte e próspera, a premiê aproveitou a oportunidade para anunciar as futuras reformulações de estratégias defensivas, flexibilizações as restrições de exportações militares e fortificações nas cadeias de suprimento.


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“O que nós estamos observando, no caso do Japão, é paradigmático. Um país que historicamente adotou o pacifismo depois da Segunda Guerra Mundial, tem uma constituição historicamente pacifista, e hoje tem um programa que dobrará os gastos com defesa para cerca de até 2% do PIB, colocando o Japão entre os países com maiores gastos militares”, argumentou o professor de direito e relações internacionais Kleber Galerani ao Conexão Record News

O professor ainda explicou que o comportamento do governo japonês demonstra uma reformulação que vai além de uma política doméstica, na verdade, ela representa uma mudança de paradigma na estratégia de segurança do Japão, colocando Tóquio no alinhamento de postura do campo de dissuasão, aproximando os Estados Unidos e, o mesmo tempo, construindo uma autonomia.


“Nós temos que ficar atentos, que no xadrez dessa região, Tóquio está movendo as suas peças de forma mais assertiva. Isso pode aos poucos redesenhar o equilíbrio de poder na Ásia”, concluiu.

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