Japão e países europeus condenam Irã e pedem reabertura de estreito, após petróleo disparar
Países se comprometeram a contribuir com esforços apropriados para garantir a passagem segura por Ormuz
Internacional|Do R7, com Estadão Conteúdo
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Em declaração conjunta nesta quinta-feira (19), os líderes do Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Países Baixos e Japão condenaram os recentes ataques do Irã contra instalações de petróleo e gás, além de embarcações comerciais desarmadas, e pediram a reabertura total do estreito de Ormuz.
“Expressamos nossa profunda preocupação com o conflito em escalada. Instamos o Irã a cessar imediatamente suas ameaças, colocação de minas, ataques de drones e mísseis e outras tentativas de bloquear o Estreito ao transporte comercial, e a cumprir a Resolução 2817 do Conselho de Segurança da ONU”, afirmaram os países em comunicado.
Segundo as nações, a interferência iraniana com o transporte internacional e a interrupção das cadeias de suprimento de energia globais constituem uma ameaça à paz e segurança internacionais.
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Os países ainda se comprometeram a contribuir com esforços apropriados para garantir a passagem segura pelo estreito e afirmaram que tomarão outras medidas para estabilizar os mercados de energia, incluindo trabalhar com certas nações produtoras para aumentar a produção.
“A segurança marítima e a liberdade de navegação beneficiam todos os países. Conclamamos todos os estados a respeitarem o direito internacional e a sustentarem os princípios fundamentais da prosperidade e segurança internacionais”, acrescentou a nota.
Petróleo dispara com ataques
Os preços do petróleo avançaram com força nesta quinta-feira após ataques do Irã a instalações de energia no Oriente Médio. O barril do tipo Brent, referência internacional, superou US$ 115 (cerca de R$ 605 na cotação atual) e atingiu o maior nível em mais de uma semana.
Durante o dia, contratos futuros do Brent chegaram a subir quase US$ 8, com pico de US$ 115,10. Já o petróleo dos Estados Unidos, o WTI (West Texas Intermediate), também avançou e chegou perto de US$ 100 por barril.
A alta ocorre em meio à escalada do conflito. O Irã lançou ataques contra estruturas de gás e petróleo na região após ação militar de Israel contra o campo de South Pars, uma das maiores reservas de gás do mundo.
Países mais atingidos
Os impactos atingiram diferentes países. No Catar, a estatal QatarEnergy informou “danos extensos” em um dos principais centros de processamento de gás natural. A área concentra parte relevante da produção global de GNL.
No Kuwait, um drone atingiu uma unidade da refinaria Mina al-Ahmadi e provocou incêndio. Na Arábia Saudita, um ataque aéreo atingiu a refinaria SAMREF, em Yanbu, enquanto mísseis direcionados a Riad foram interceptados.
A ofensiva também elevou o preço do gás natural. O índice europeu TTF registrou alta de 24% no mesmo dia, refletindo temor de interrupção no fornecimento.
O Catar condenou os ataques e alertou para efeitos globais.
“Os ataques brutais do Irã contra países da região ultrapassaram todos os limites, visando civis, bens civis e instalações vitais”, declarou o Ministério das Relações Exteriores do país.
Tensão
A tensão envolve diretamente grandes produtores de energia. South Pars, alvo inicial do conflito, responde por parcela significativa da produção mundial de gás. O campo é compartilhado entre Irã e Catar.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nas redes sociais: “Israel não fará novos ataques no que se refere ao extremamente importante e valioso campo de South Pars, a menos que o Irã, de forma imprudente, decida atacar um país inocente, neste caso, o Catar”.
Trump também alertou para reação americana em caso de novos ataques iranianos contra aliados. O governo avalia reforço militar na região diante do avanço da crise.
Além da guerra, o cenário econômico também influencia o mercado. O banco central dos Estados Unidos manteve juros estáveis e projetou inflação mais alta, cenário pressionado pelos efeitos do conflito.
A combinação entre risco geopolítico e incerteza econômica sustenta a alta das commodities. Para analistas, o comportamento do petróleo deve seguir sensível a novos ataques e decisões militares nos próximos dias.
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