Reino Unido

Internacional Johnson classifica vitória como 'convincente' e diz querer 'seguir adiante'

Johnson classifica vitória como 'convincente' e diz querer 'seguir adiante'

Primeiro-ministro passou pela moção de censura interna do Partido Conservador e se manterá no comando do Reino Unido

Agência EFE

Resumindo a Notícia

  • Boris Johnson comemorou a manutenção do cargo de primeiro-ministro do Reino Unido
  • Premiê passou pela moção de censura interna do partido com cerca de 60% dos votos
  • Ao menos 148 parlamentares do partido votaram a favor da moção
  • Johnson destacou a vontade de trabalhar para lutar contra a crise de custo de vida
Primeiro-ministro Boris Johnson se mantém no cargo, mas sai com imagem arranhada

Primeiro-ministro Boris Johnson se mantém no cargo, mas sai com imagem arranhada

Justin Tallis/AFP - 5.4.2022

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, considerou nesta segunda-feira (6) que a vitória na votação da moção de censura interna do Partido Conservador é "convincente" e acrescentou que pretende "seguir adiante" como chefe do Executivo.

"O que precisamos fazer agora é nos unir, como governo e como partido, para focar as coisas com as quais acho que as pessoas realmente se importam", disse Johnson à emissora BBC depois de saber que 148 dos 359 deputados de seu partido (mais de 40%) votaram contra ele.

Embora o resultado não tenha ultrapassado os 180 votos necessários para forçá-lo a renunciar, a derrota é mais dura do que a sofrida em 2018 por sua antecessora, Theresa May, que foi forçada a renunciar ao cargo poucos meses depois de sobreviver a uma moção semelhante.

Ainda assim, Johnson insistiu que o resultado de hoje é "extremamente bom".

“Isso nos permite focar em ajudar as pessoas com o custo de vida, acabar com as listas de espera geradas pela Covid, tornar nossas ruas e comunidades mais seguras”, declarou.

O presidente do Partido Conservador também lembrou que o apoio que recebeu hoje de 59% de seus deputados é maior do que o que tinha quando foi eleito para liderar a legenda em 2019.

No entanto, ao ser questionado sobre a possibilidade de antecipar eleições para tentar consolidar sua liderança, Johnson descartou esse cenário.

"Certamente não estou interessado em eleições antecipadas. O que me interessa é servir os cidadãos deste país", ressaltou.

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