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Joko Widodo vence ex-general e é reeleito presidente da Indonésia

Widodo, conhecido popularmente como Jokowi, obteve 55,5% dos votos — 85 milhões de um total de 154 milhões —, contra 44,5% de seu rival

Internacional|Da EFE

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Widodo venceu em 21 províncias da Indonésia
Widodo venceu em 21 províncias da Indonésia

A Comissão Eleitoral da Indonésia (KPU, sigla em indonésio) confirmou nesta terça-feira (21) a reeleição de Joko Widodo como presidente do país, ao anunciar a apuração oficial das eleições de abril, cujo resultado não foi aceito pelo seu adversário, o ex-general Prabowo Subianto.

Widodo, conhecido popularmente como Jokowi, obteve 55,5% dos votos — 85 milhões de um total de 154 milhões —, contra 44,5% de seu rival, segundo a KPU.

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A equipe de Prabowo se recusou a assinar o relatório da KPU com os resultados, enquanto agências das Nações Unidas e diferentes embaixadas emitiram alertas de possíveis manifestações de ex-partidários militares.

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O ex-general, que cortejou o voto islâmico no país de maioria muçulmana, denunciou uma suposta fraude, algo que foi descartado pela Agência de Supervisão Eleitoral, apesar do reconhecimento de irregularidades em pequena escala.

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Widodo venceu em 21 províncias, com vantagens confortáveis em áreas de maioria hindu ou cristã como Bali ou Papua, enquanto Prabowo foi o mais votado em outras 13 outras províncias, com Aceh, uma província que é governada pela lei islâmica, como um dos seus bastiões.

Prabowo já havia sido derrotado por Widodo em 2014, em uma disputada eleição contestada sem sucesso pelo ex-general no Tribunal Constitucional, uma medida que ainda não está claro que será tomada novamente, e que depois levou a protestos de seus seguidores.

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Em Jacarta, a sede da KPU é cercada por arame farpado e veículos antidistúrbios, enquanto a polícia anunciou a implantação de 32 mil unidades das Forças de Segurança para evitar brigas.

Além disso, as autoridades alertaram sobre o perigo de ataques terroristas durante as manifestações após o anúncio do resultado e prenderam dezenas de jihadistas que, segundo a polícia, planejavam atacar durante os protestos.

As eleições da terceira maior democracia do mundo também serviram para eleger o vice-presidente e cerca de 20 mil candidatos legislativos nos níveis nacional, provincial e local.

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