Internacional Jornalista desaparecido: Turquia faz buscas na casa de cônsul saudita

Jornalista desaparecido: Turquia faz buscas na casa de cônsul saudita

Investigadores encontraram materiais recém pintados no consultado onde Jammal Khashoggi entrou há duas semanas, antes de desaparecer

Jornalista desaparecido: Turquia faz buscas na casa de cônsul saudita

Jornalista Khashoggi está desaparecido há duas semanas

Jornalista Khashoggi está desaparecido há duas semanas

Osman Orsal/Reuters - 9.10.2018

A investigação sobre o desaparecimento do jornalista saudita Jamal Khashoggi levou as autoridades da Turquia à casa do cônsul da Arábia Saudita em Istambul, que será alvo de buscas ainda nesta terça-feira (16)

O cônsul saudita Mohammed Otaibi foi convocado para retornar a Riad e, de acordo com a agência local Anodolu, deixou a Turquia nesta terça-feira.

Há alguns dias, canais de televisão da Turquia mostraram anteriormente imagens de um grande veículo que deixou o consulado duas horas depois de Khashoggi ter desaparecido.

O veículo, que poderia ter sido usado para transportar Khashoggi, estacionou na residência do cônsul.

Materiais recém pintados no consulado saudita

Mais cedo, o presidente turco Tayyip Erdogan disse que a polícia turca teria encontrado alguns materiais dentro do consulado saudita pintados recentemente.

A polícia turca entrou no consulado pela primeira vez nesta segunda-feira (16), praticamente duas semanas depois de Khashoggi ter entrado no prédio para retirar documentos para poder se casar e nunca mais ter sido visto.

Citando as noves horas de inspeção realizadas na segunda, Erdogan afirmou que a polícia turca investiga a presença de materiais tóxicos no consulado.

A Arábia Saudita negou qualquer papel no desaparecimento de Khashoggi, apesar de fontes terem dito à rede de TV CNN que o governo saudita prepara um relatório em que admitiria que o jornalista morreu em um interrogatório que terminou mal.

Autoridades turcas disseram à Reuters que têm uma gravação em áudio indicando que Khashoggi foi morto no consulado e que estas evidências já foram compartilhadas com países como a Arábia Saudita e os Estados Unidos.