Jovem que gravou assassinato da própria mãe é condenado à prisão perpétua no País de Gales
Algumas imagens do crime foram consideradas tão perturbadoras que não foram reproduzidas em audiência
Internacional|Do R7
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O britânico Tristan Roberts, de 18 anos, foi condenado à prisão perpétua, com pena mínima de 22 anos e seis meses, por matar a própria mãe, Angela Shellis, de 45. O crime aconteceu em outubro do ano passado, na cidade de Prestatyn, no País de Gales, e chocou pela brutalidade e pelo nível de planejamento.
De acordo com o tribunal, o jovem passou cerca de três semanas planejando o assassinato e chegou a registrar toda a ação em áudio, como uma espécie de “troféu”. O ataque durou mais de quatro horas, começando ainda dentro da casa da família e terminando em uma área próxima. Parte do material foi considerado tão perturbador que não chegou a ser reproduzido em audiência.
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Antes do crime, Roberts publicou mensagens e áudios em plataformas online nas quais indicava a intenção de matar a mãe. Ele também pesquisou métodos de assassinato e adquiriu armas como facas, machados e um martelo dias antes de completar 18 anos — idade mínima para esse tipo de compra no país. Segundo a acusação, ele demonstrava comportamento de “encenação”, como se estivesse representando um papel.
Na noite do crime, o jovem agrediu a mãe dentro de casa e a manteve sob controle por horas, antes de convencê-la a sair sob o pretexto de buscar ajuda médica. Já fora da residência, ela foi morta com golpes na cabeça. Imagens de câmeras de segurança registraram os dois saindo juntos durante a madrugada; horas depois, ele retornou sozinho.
Após o assassinato, Roberts ainda tentou despistar familiares ao se passar pela mãe em mensagens. Ele foi preso pouco depois e, segundo a polícia, demonstrou comportamento calmo no momento da detenção. Durante a sentença, o juiz classificou o caso como “terrível” e destacou que a vítima demonstrava preocupação constante com o filho.
O caso deixou marcas profundas na família, que prestou uma homenagem emocionada à vítima. Em nota, parentes destacaram que Angela era uma mãe “extremamente dedicada, que nunca desistia dos filhos, independentemente das dificuldades”. Eles também ressaltaram que sua “bondade genuína e alegria contagiante” impactaram todos ao seu redor. “Perdê-la deixou um vazio que nunca poderá ser preenchido”, afirmaram.







