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Jovens adultos dizem que tecnologia pode desumanizar, revela pesquisa

Internacional|Do R7

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NOVA YORK, 17 Out (Reuters) - A chamada "geração do milênio" é composta por jovens adultos afeitos à tecnologia, que já cresceram com smartphones e iPads, mas muitos deles acham que a tecnologia pode desumanizar as pessoas, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira.

O levantamento, encomendado pela fabricante de chips de computador Intel, ouviu 12 mil pessoas maiores de 18 anos em oito países. A pesquisa também mostrou que os jovens de 18 a 24 anos querem que a tecnologia seja mais pessoal e conheça seus hábitos.

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As mulheres mais velhas e habitantes de países emergentes são os mais entusiasmados sobre o papel da tecnologia em suas vidas.

A antropóloga Genevieve Bell, diretora de pesquisas da Intel Labs, disse que, embora os resultados da pesquisa sugiram uma rejeição da tecnologia pelos jovens, as conclusões podem ser mais complicadas.

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"Uma forma diferente de ler isso poderia ser que a geração do milênio quer que a tecnologia faça mais por eles", disse ela em nota.

Quase 90 por cento dos jovens ouvidos na pesquisa admitem que as inovações tecnológicas tornam a vida mais fácil, mas cerca de 60 por cento consideram que as pessoas dependem demais da tecnologia, e que ela pode ser desumanizadora.

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Para 70 por cento, a tecnologia melhora as relações pessoais, e cerca de metade vê um impacto positivo na educação, nos transportes e na saúde.

As mulheres com mais de 45 anos e habitantes de países emergentes, como Brasil e Índia, são mais entusiasmados com o impacto da tecnologia sobre suas vidas. Na China, mais de 70 por cento das mulheres dizem que a tecnologia não é tão usada quanto deveria ser.

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"As mulheres historicamente se tornam ávidas usuárias da tecnologia quando a tecnologia resolve um problema, nos ajuda a organizar nossa vida e a das nossas famílias, além de nos ajudar a poupar tempo e ajustar nossos horários", disse Bell.

O estudo mostrou que os italianos e japoneses têm a visão mais negativa sobre a tecnologia.

A pesquisa foi feita entre 28 de julho e 15 de agosto, no Brasil, China, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão e EUA. A margem de erro é de 0,89 ponto percentual.

(Reportagem de Patricia Reaney)

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