Júri condena 'Estripador de Hollywood' à pena de morte nos EUA
Homem foi considerado culpado de matar duas mulheres e tentar matar uma terceira entre 2001 e 2008; o ator Ashton Kutcher foi uma das testemunhas
Internacional|Fábio Fleury, do R7

O técnico de ar-condicionado Michael Gargiulo, 43, que ganhou o apelido de 'Estripador de Hollywood' pelos assassinatos brutais de duas mulheres e por tentar matar uma terceira na década passada em Los Angeles, deve ser condenado à pena de morte.
A decisão foi tomada nesta sexta-feira (18) por um júri popular e deve ser referendada pelo juiz do caso no próximo dia 28 de fevereiro.
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Em um julgamento que teve a participação do ator Ashton Kutcher como uma das testemunhas, o acusado foi considerado culpado em agosto pelos assassinatos de Ashley Ellerin, em 2001, e Maria Bruno, em 2005 e por tentar matar Michelle Murphy em 2008. Ele se declarava inocente de todos os crimes.
Gargiulo também vai responder por um crime de 1993: o assassinato de Tricia Pacaccio, uma adolescente de 17 anos, que era sua vizinha em um subúrbio de Chicago. Ele foi indiciado pelo crime em 2011 e irá a novo julgamento nos próximos meses.
Testemunha conhecida
O caso se tornou mais conhecido nos EUA por causa de Ashton Kutcher. Em maio deste ano ele testemunhou no julgamento por conta de uma coincidência macabra: na noite de 21 de fevereiro de 2001, ele e Ashley Ellerin tinham um encontro marcado.

Ashton foi à casa da modelo para buscá-la, bateu na porta e, como não foi atendido, achou que ela havia saído e foi embora. Em seu depoimento, ele contou que olhou pela janela da sala e viu uma mancha vermelha no tapete. Achou que era vinho que poderia ter sido derrubado em uma festa que acontecera dias antes.
O líquido vermelho, no entanto, era o sangue de Ashley, que tinha sido esfaqueada 47 vezes por Gargiulo. Ao ver a notícia do assassinato, o ator se apresentou à polícia, já que suas impressões digitais estavam na porta da vítima.
Ataque noturno
Maria Bruno foi a segunda vítima conhecida do 'estripador'. Ela era vizinha de Gargiulo em um condomínio na região de El Monte, subúrbio de Los Angeles. Mãe de 4 filhos, Maria tinha 32 anos e foi atacada enquanto dormia, com 17 facadas, em 1º de dezembro de 2005.
O assassino tentou usar a mesma tática contra Michelle Murphy, em 28 de abril de 2008. Entrou na casa enquanto ela dormia e a esfaqueou. Desta vez, no entanto, a vítima acordou e lutou com ele.
Na briga, Gargiulo acabou se cortando e fugiu sem terminar o crime. Com isso, deixou rastros de sangue e o DNA dele foi o que que levou a polícia a prendê-lo dois meses depois.











