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Justiça de Israel autoriza libertação de 26 presos palestinos

Governo quer criar ambiente propício à retomada do processo de paz na região

Internacional|Do R7

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A Alta Corte de Israel rejeitou nesta terça-feira (13) um recurso contra a libertação de 26 presos palestinos, num gesto concebido para criar um ambiente propício à retomada do processo de paz na região.

Parentes de israelenses mortos por alguns dos homens que serão soltos haviam solicitado o cancelamento da libertação, que pode acontecer a partir da terça-feira à noite. Uma turma de três juízes determinou que o governo agiu dentro das suas atribuições ao decidir libertar os presos, que já cumpriram vários anos de pena.

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Sob mediação dos EUA, palestinos e israelenses retomaram suas negociações em 30 de julho, em Washington, após um hiato de cerca de três anos. As discussões devem ser retomadas na quarta-feira (14) em Jerusalém, e a rodada posterior deve acontecer na Cisjordânia.

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A negociação anterior foi abandonada devido à insistência de Israel em construir novas moradias para colonos judeus em assentamentos da Cisjordânia, o que a maior parte da comunidade internacional considera ilegal.

No domingo, Israel anunciou a intenção de construir mais 2.000 residências nos assentamentos, o que motivou reações negativas dos EUA, da União Europeia e da ONU. Os palestinos reagiram com irritação, mas sem ameaças de abandonar as negociações.

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Em visita à Colômbia, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry — principal artífice da retomada do diálogo — disse que seu país "vê todos os assentamentos como ilegítimos", mas que uma nova ampliação "já era esperada em algum grau", e que os palestinos não deveriam "reagir adversamente".

Israel respondeu às críticas dizendo que os projetos dizem respeito a áreas da Cisjordânia que o Estado judeu pretende reter para si após um eventual acordo.

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Como gesto de boa vontade para as negociações, Israel prometeu libertar 104 presos palestinos, em quatro etapas. Os 26 presos beneficiados pela decisão judicial da terça-feira representam a primeira leva.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, promete buscar a libertação de todos os presos palestinos em Israel. A questão dos prisioneiros é altamente delicada em uma sociedade onde milhares de pessoas estão mantidas sob custódia israelense.

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