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Justiça investiga prisões motivadas por racismo na Califórnia

Anúncio ocorre duas semanas depois da morte do jovem negro Freddie Gray

Internacional|Da Agência Brasil

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Presidente Barack Obama criticou o racismo na polícia em pronunciamento a pós os protestos em Baltimore
Presidente Barack Obama criticou o racismo na polícia em pronunciamento a pós os protestos em Baltimore

O procurador de Justiça de São Francisco, no estado da Califórnia, George Gascón, anunciou nessa quinta-feira (7) que investiga a ocorrência de detenções policiais motivadas por racismo.

Em entrevista coletiva de imprensa, ele disse que estão sendo investigados 3 mil casos, dos quais 1,4 mil resultaram em condenações. Os afro-americanos representam 5% da população da cidade, mas constituem metade dos detidos e encarcerados. Além disso, mais de 60% dos menores detidos são negros.

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Suspenso estado de emergência em Baltimore que vigorou após distúrbios

“Queremos investigar a relação existente entre detenções e condenações com a cultura racista sistemática da polícia”, declarou o procurador, que é ex-chefe da polícia de São Francisco. De acordo com ele, uma equipe comandada por três juízes deverá constatar a existência de uma cultura de discriminação por motivos raciais entre os 1,2 mil policiais da cidade.

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Em março, mensagens de textos racistas escritas por membros da polícia foram divulgadas pela mídia e repercutiram nas redes sociais e entre os movimentos antirracismo no país. Após a publicação das mensagens, os 14 policiais foram colocados sob investigação da procuradoria.

Vídeo mostra caos deixado em Baltimore após protesto violento

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As mensagens trocadas entre os policiais falavam do linchamento de negros e propunham “esterilizar afro-americanos”. Outros trechos dos textos continham comentários que ridicularizavam homossexuais, mexicanos e filipinos, que representam uma porcentagem substancial da população de São Francisco.

O anúncio do procurador de São Francisco ocorre duas semanas depois da morte do jovem negro Freddie Gray, em Baltimore, vítima de um golpe na coluna, supostamente por policiais que o mantinham sob custódia.

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A cidade sediou várias manifestações por justiça, algumas pacíficas e outras violentas que levaram o governo do estado da Virgínia a decretar situação de emergência e toque de recolher. Na última sexta-feira (1º), a procuradoria da cidade decidiu indiciar seis policiais pela morte do jovem.

Depois dos protestos em Baltimore, o tom do presidente Barack Obama também foi crítico. Ele disse que a polícia norte-americana deve “examinar a consciência” e afirmou que há vários relatos de casos e abusos cometidos que revelam racismo de policiais brancos com negros, especialmente entre as comunidades mais pobres.

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