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Khodorkovsky diz que não vai entrar para política ou buscar ativos de petróleo

Internacional|Do R7

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Por Michelle Martin

BERLIM, 22 Dez (Reuters) - O ex-magnata russo do petróleo Mikhail Khodorkovsky, que recebeu indulto do presidente Vladimir Putin depois de 10 anos de prisão, disse em declarações divulgadas neste domingo que não pretende entrar para a política ou tentar recuperar o patrimônio da sua antiga empresa de petróleo, Yukos.

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Khodorkovsky, que viajou para Berlim depois de ser solto de uma prisão perto do Círculo Polar Ártico, disse que não havia precondições associadas à libertação, e que ele não fez nenhuma declaração de culpa ao pedir o indulto a Putin.

"Não tenho intenção de me envolver com a política e não pretendo lutar pela devolução dos ativos," disse Khodorkovsky à revista russa The New Times em uma entrevista filmada, que teve trechos publicados na Internet. Ele afirmou que disse isso a Putin na carta enviada com seu pedido de indulto.

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Khodorkovsky, que já foi o homem mais rico da Rússia, estava preso desde 2003 condenado pelos crimes de fraude e evasão de impostos. Críticos do Kremlin dizem que a condenação foi politicamente motivada como punição por desafiar Putin. Ele financiou partidos de oposição, questionou decisões do governo sobre a política de oleodutos, levantou acusações de corrupção e se mostrou um executivo instruído pós-soviético, de estilo ocidental.

A Yukos foi dividida e vendida depois da prisão de Khodorkovsky. Seu principal ativo de produção acabou nas mãos da empresa estatal Rosneft, que agora é a maior produtora da Rússia e é dirigida por um aliado próximo de Putin, Igor Sechin.

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Khodorkovsky, cuja mãe está doente e que disse que pediu o perdão por razões familiares, disse que vai voltar para a Rússia apenas se tiver certeza que poderá sair a qualquer hora.

"Devido à minha situação familiar, essa é a principal condição," disse Khodorkovsky, que parecia confiante e sereno. Ele disse no mês passado, que sua mãe, Marina, de 79 anos, está lutando contra o câncer.

O porta-voz de Putin, Dmitry Peskov, indicou que não havia acordo secreto e que Khodorkovsky, está livre para voltar para a Rússia.

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