Kremlin acusa Kiev de "ter as mãos manchadas de sangue"
Internacional|Do R7
Moscou, 3 mai (EFE).- O Kremlin acusou neste sábado as autoridades ucranianas de "ter as mãos manchadas de sangue" após a morte de 46 pessoas no incêndio e os enfrentamentos ocorridos ontem na cidade de Odessa, no sul da Ucrânia; "As autoridades de Kiev não só são responsáveis diretos, mas são cúmplices diretos dessas ações criminosas. Têm as mãos manchadas de sangue", afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, segundo agências locais. Peskov denunciou que com a conivência de Kiev "os radicais e extremistas queimaram vivos gente absolutamente desarmada", em alusão ao incêndio da Casa dos Sindicatos, no qual os serviços de emergência encontraram pelo menos 36 corpos. O presidente da Rússia, "Vladimir Putin, sente uma profunda indignação com as ações das autoridades de Kiev, que não cabe interpretar de outra forma do que como um crime", disse. Putin "expressa suas condolências aos familiares dos assassinados e queimados vivos em Odessa", ressaltou, mas não haverá "condolências oficiais" para Kiev, já que Moscou não reconhece como legítimo o atual governo ucraniano. O Kremlin garantiu que "Putin e a Rússia seguirão uma política encaminhada a reduzir a escalada de tensão" no sudeste do país vizinho. Ao mesmo tempo, em relação a um possível envio de tropas para a Ucrânia em virtude da autorização que o Senado russo concedeu a Putin antes da anexação da Crimeia, o porta-voz reconheceu que a tragédia de Odessa "é absolutamente um novo elemento". "O povo nos chama para pedir ajuda. A arrasadora maioria pede a ajuda da Rússia. Informamos sobre todas estas chamadas para Vladimir Putin", explicou. O funcionário argumentou que os últimos fatos demonstram que eram "acertadas as ações do presidente Putin, da Rússia e da população da Crimeia, que expressou sua vontade de ingressar na Rússia". "Se Putin não tivesse adotado uma postura firme, agora o derramamento de sangue e os crimes poderiam estar ocorrendo na Crimeia", argumentou. Sobre os pedidos feitos pela comunidade internacional para que Moscou exerça sua influência para que os milicianos pró-Rússia larguem as armas, Peskov disse que a "Rússia perdeu praticamente sua influência sobre essa gente'. "É impossível persuadi-los para que se desarmem e abandonem a resistência em meio a ameaças diretas a suas vidas", acrescentou. EFE bk-io/dk












