Leonid Radvinsky: quem era o dono de plataforma de conteúdo adulto que morreu aos 43 anos
Empresário ucraniano construiu fortuna bilionária no setor digital e manteve trajetória marcada por discrição, inovação e controvérsias
Internacional|Do R7
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O empresário Leonid Radvinsky, proprietário do OnlyFans, morreu aos 43 anos após uma batalha contra o câncer, segundo informou a própria empresa.
Radvinsky era diretor e acionista majoritário da Fenix International Limited, empresa controladora do OnlyFans, que adquiriu em 2018. A plataforma, fundada em 2016 pelo britânico Tim Stokely, ganhou projeção global especialmente durante a pandemia de covid-19, tornando-se conhecida por permitir a monetização de conteúdos por assinatura — com destaque para material adulto.
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Apesar da notoriedade do negócio, o bilionário mantinha perfil discreto, evitando entrevistas e exposição pública. Ele vivia na Flórida, nos Estados Unidos, e, segundo biografias atribuídas a ele, passou mais de duas décadas atuando na criação de empresas de software e no incentivo a projetos de código aberto.
Nascido em Odessa, cidade portuária da Ucrânia, Radvinsky se mudou ainda criança para Chicago, onde foi criado. Formou-se em economia pela Northwestern University, em Illinois, em 2002, e iniciou cedo sua trajetória empresarial no setor digital.
Ainda adolescente, fundou a empresa Cybertania, que oferecia acesso a senhas ilegais para sites pornôs. De acordo com investigações, o negócio não estava formalmente em seu nome, mas no de sua mãe, Anna, que atuava como agente registrada. Ele também esteve envolvido em serviços de transmissões por webcam voltados ao público adulto.
Em 2009, criou o fundo de capital de risco Leo, voltado principalmente para investimentos em empresas de tecnologia. Ao longo da carreira, acumulou fortuna estimada em US$ 4,7 bilhões (cerca de R$ 24 bilhões), ocupando a 870ª posição na lista de bilionários da revista Forbes.
Além dos negócios, Radvinsky também realizou doações, incluindo mais de US$ 1,3 milhão em criptomoedas para a Ucrânia em 2022, em meio à guerra no país. Sua biografia também aponta envolvimento com causas filantrópicas e apoio a iniciativas tecnológicas e de código aberto.
Nos últimos meses, ele estava envolvido em negociações para vender participação majoritária do OnlyFans para a empresa Architect Capital, em uma transação que poderia avaliar a companhia em bilhões de dólares. As conversas, no entanto, ainda estavam em estágio inicial.
A morte do empresário levanta incertezas sobre o futuro do comando do OnlyFans. Até o momento, não há informações públicas sobre sucessores ou sobre quem assumirá o controle da empresa, que segue como uma das plataformas digitais mais lucrativas do setor de conteúdo por assinatura.
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