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Líder da Assembleia Nacional da França vira alvo de investigação

Richard Ferrand é suspeito de envolvimento em caso de irregularidade financeira. Gabinete informou que está determinado a permanecer no cargo

Internacional|Do R7

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Presidente da Assembleia Nacional da França, Richard Ferrand
Presidente da Assembleia Nacional da França, Richard Ferrand

O presidente da Assembleia Nacional da França, Richard Ferrand, está determinado a permanecer no cargo, informou seu gabinete nesta quinta-feira (12), apesar de juízes terem submetido o aliado próximo do presidente francês, Emmanuel Macron, a uma investigação formal em um caso de irregularidade financeira.

Juízes da cidade de Lille, no norte do país, interrogaram Ferrand durante todo o dia na quarta-feira (11), em um caso que pode aumentar os questionamentos sobre a promessa de Macron de limpar a política francesa.

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O gabinete de Ferrand disse que ele negou qualquer irregularidade, acrescentando que ele aproveitará a investigação para se defender e que tem confiança de que o caso será rejeitado.

"O presidente da Assembleia Nacional está determinado a continuar com a tarefa conferida a ele por sua família política e seus eleitores", disse o gabinete em comunicado divulgado de madrugada.

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Ferrand preserva o apoio de Macron, disse a porta-voz do governo, Sibeth Ndiaye.

"Richard Ferrand é inocente até que se prove o contrário", disse Sibeth à rádio Europe 1. "É lógico o presidente manter sua confiança em Ferrand porque é um homem leal, que teve, acredito, uma carreira política exemplar".

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Pela lei francesa, ser alvo de uma investigação formal significa que existem "indícios sérios ou consistentes" que apontem para o envolvimento provável de um suspeito em um crime.

É um passo rumo a um julgamento, mas muitas investigações são descartadas sem chegarem aos tribunais.

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Um inquérito anterior de procuradores públicos franceses sobre as movimentações financeiras de Ferrand foi abandonado no final de 2017, mas em seu decurso ele renunciou a um ministério.

Como parlamentar, ele hoje comanda o partido governista de Macron na câmara baixa do Parlamento. O inquérito mais recente diz respeito, como o anterior, à administração de uma seguradora de saúde da Bretanha a cargo de Ferrand.

A nova investigação foi iniciada depois que o grupo anticorrupção Anticor reapresentou sua queixa original em uma jurisdição diferente, disse um assessor de Ferrand.

Segundo seu gabinete, Ferrand acredita que o caso será rejeitado porque não se ofereceu nenhum indício novo desde que o caso foi descartado pela primeira vez.

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