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Líder palestino Yasser Arafat foi envenenado com polônio, diz viúva

Internacional|Do R7

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Por Paul Taylor

PARIS, 6 Nov (Reuters) - O líder palestino Yasser Arafat morreu envenenado com polônio radioativo em 2004, disse a viúva dele nesta quarta-feira, após receber os resultados dos exames realizados no corpo de seu marido na Suíça.

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"Estamos revelando um verdadeiro crime, um assassinato político", disse Suha Arafat à Reuters em Paris.

Uma equipe de especialistas, inclusive do Instituto de Física de Radiação do Hospital da Universidade de Lausanne, abriu o túmulo de Arafat em Ramallah, na Cisjordânia, em novembro passado, e recolheu amostras de seu corpo para buscar evidências do suposto envenenamento.

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"Isso confirmou todas as nossas dúvidas", disse Suha, que se reuniu com membros da equipe forense suíça em Genebra na terça-feira. "Está cientificamente provado que ele não morreu de morte natural, e nós temos a prova científica de que este homem foi assassinado."

Ela não acusou qualquer país ou pessoa, e reconheceu que o líder histórico da Organização para a Libertação da Palestina tinha muitos inimigos.

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Arafat assinou os acordos interinos de paz com Israel em Oslo em 1993 e liderou uma revolta posterior, após o fracasso das negociações, em 2000, sobre um acordo definitivo.

Arafat tinha inimigos entre seu próprio povo, mas muitos palestinos acusam Israel, que cercou o líder palestino em seu quartel-general em Ramallah pelos dois últimos anos e meio de sua vida.

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O governo israelense nega qualquer participação na morte, observando que ele tinha 75 anos e não tinha um estilo de vida saudável.

Uma investigação feita pela emissora sediada no Catar Al Jazeera revelou no ano passado que traços de polônio-210 foram encontrados em objetos pessoais de Arafat dados a sua viúva pelo hospital militar francês onde ele morreu.

A denúncia levou os promotores franceses a abrir uma investigação por suspeita de assassinato em agosto de 2012, a pedido de Suha Arafat.

Legistas da Suíça, Rússia e França recolheram amostras do cadáver de Arafat para realizar testes, depois de receberem autorização da Autoridade Palestina.

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