Líder supremo do Irã diz que qualquer ataque dos EUA levaria a uma guerra regional
De acordo com a mídia estatal, o aiatolá declarou que a nação não pretende iniciar ofensivas, porém revidará golpes
Internacional|Frederik Pleitgen, Joseph Ataman e Tim Lister, da CNN
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O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, alertou que qualquer ataque dos EUA ao Irã resultaria em uma guerra regional. A declaração foi feita neste domingo (1°), durante uma reunião na mesquita Imam Khomeini, em Teerã.
De acordo com a mídia estatal, Khamenei afirmou que o Irã “não pretende atacar nenhum país”, mas a nação iraniana “dará um golpe firme em qualquer um que a ataque e assedie”.
“Os americanos devem saber que, se iniciarem uma guerra, desta vez será uma guerra regional”, disse ele, publicando comentários semelhantes no X (antigo Twitter).
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“A nação iraniana não deve se amedrontar com tais coisas; o povo do Irã não é influenciado por essas ameaças”, acrescentou Khamenei.
O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou, no sábado (31), que o Irã está “conversando seriamente” com os Estados Unidos, embora tenha se recusado a dizer se já decidiu sobre um potencial ataque militar contra o regime.
“Algumas pessoas pensam isso. Outras não”, respondeu Trump ao ser questionado sobre as preocupações de que desistir de um ataque encorajaria Teerã. “Mas eles estão falando conosco, falando seriamente conosco”, pontuou o presidente a repórteres a bordo do Air Force One.
Trump recusou-se novamente a fornecer detalhes sobre um possível ataque militar.
“Eu certamente não posso te dizer isso, mas temos navios muito grandes e poderosos indo naquela direção”, ressaltou o republicano. “Como vocês sabem, não posso dizer. Espero que eles negociem algo que seja aceitável.”
Suas observações ocorreram em meio a uma onda de atividade diplomática, incluindo uma visita a Teerã pelo primeiro-ministro do Catar no sábado e uma ligação entre o presidente iraniano Masoud Pezeshkian e o líder egípcio Abdel Fattah El-Sisi, que “reiterou os esforços persistentes do Egito visando trazer os Estados Unidos e o Irã de volta à mesa de negociações”, de acordo com um comunicado da presidência egípcia.
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