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Líder supremo do Irã teria plano de fuga para Moscou caso protestos derrubem regime

Temor de instabilidade cresce em meio à onda de protestos que começou com reivindicações econômicas

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ali Khamenei, o líder supremo do Irã, teria um plano de fuga para Moscou caso os protestos ameacem o regime.
  • Os protestos, que começaram com reivindicações econômicas, resultaram em mais de 10 mil prisões e 490 mortes.
  • A situação no Irã se intensificou, com demonstrações em 25 das 31 províncias e Khamenei desmerecendo os manifestantes.
  • O governo iraniano culpa EUA e Israel pela instabilidade, enquanto as autoridades mantêm bloqueio da internet.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Aiatolá Ali Khamenei, de 86 anos, deixaria Teerã acompanhado por um pequeno círculo íntimo de no máximo 20 pessoas Reprodução/X/khamenei_ir

O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, teria preparado um plano de contingência para deixar o país e se refugiar em Moscou caso os protestos em curso ameacem a sobrevivência do regime islâmico. A informação foi divulgada pelo jornal britânico The Times em meio à escalada das manifestações que se espalham por cidades iranianas desde o fim de dezembro.

De acordo com o relato, Khamenei, de 86 anos, sairia de Teerã acompanhado por um grupo restrito de até 20 pessoas, formado por familiares e assessores próximos, incluindo seu filho Mojtaba, apontado como herdeiro político. A evacuação seria acionada caso os serviços de segurança e as Forças Armadas começassem a desertar, se recusar a cumprir ordens ou perdessem o controle da repressão.


“O Plano B foi concebido para Khamenei e seu círculo mais próximo de aliados e familiares, incluindo seu filho e herdeiro designado, Mojtaba”, disse uma fonte da inteligência ocidental ao jornal britânico.

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Segundo o ex-oficial de inteligência israelense Benny Sabti, Moscou seria o único destino possível em um cenário de colapso do regime. “Khamenei está fugindo para Moscou porque não tem para onde ir”, afirmou.


O plano teria sido influenciado pelo recente colapso do governo sírio. Em dezembro de 2024, o então presidente Bashar al-Assad deixou Damasco e seguiu para Moscou quando forças da oposição avançaram sobre a capital. O episódio passou a ser visto por autoridades iranianas como um precedente de que a Rússia pode servir de refúgio de último recurso para aliados sob risco de queda.

O temor de instabilidade cresce em meio à onda de protestos que começou com reivindicações econômicas e se transformou em um movimento político. Mais de 10 mil pessoas foram presas e 490 morreram desde o início das manifestações, motivadas inicialmente pela crise econômica e pela forte desvalorização da moeda iraniana. Em 2025, o rial perdeu cerca de metade de seu valor em relação ao dólar, atingindo importadores, comerciantes e o orçamento das famílias.


As manifestações se tornaram as maiores demonstrações contra o governo iraniano desde 2009 e protestos já foram registrados em 25 das 31 províncias iranianas, segundo uma contagem da agência de notícias AFP.

Khamenei disse na sexta-feira (9) que seu governo “não vai recuar” diante dos protestos generalizados, que escalaram em proporção e violência nos últimos dias. Em pronunciamento transmitido pela TV estatal, o líder supremo iraniano chamou os manifestantes de “vândalos” e “sabotadores”.


Com o passar dos dias, os atos passaram a exigir a queda do regime islâmico que governa o país há mais de três décadas. A Guarda Revolucionária declarou que vai proteger os bens públicos, enquanto instituições religiosas intensificaram a repressão. A mídia estatal informou que um prédio municipal foi incendiado em Karaj, a oeste de Teerã, e exibiu imagens de funerais de agentes de segurança mortos em confrontos em outras cidades.

O governo iraniano acusa Estados Unidos e Israel de estimularem os protestos. As declarações ocorreram após o presidente norte-americano Donald Trump emitir um novo alerta aos líderes do Irã. O secretário de Estado, Marco Rubio, disse que Washington apoia o que chamou de “o bravo povo do Irã”.

As autoridades mantêm o bloqueio da internet, o que dificulta a verificação independente da situação nas ruas. O Exército, subordinado diretamente a Khamenei, declarou que vai proteger os interesses nacionais, a infraestrutura estratégica e os bens públicos, enquanto os protestos seguem sem sinais de arrefecimento.

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