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Líder xiita critica chefe do Exército paquistanês por ataques

Internacional|Do R7

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Por Gul Yousufzai

QUETTA, Paquistão, 11 Jan (Reuters) - Um líder xiita criticou publicamente o poderoso chefe do Exército paquistanês, o general Ashfaq Kayani, sobre a segurança no país nesta sexta-feira, depois de atentados contra a seita minoritária matarem 118 pessoas.

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"Eu pergunto ao chefe do Exército: o que você fez com esses três anos extras que teve (no poder)? O que você nos deu exceto mais mortes?", disse Maulana Amin Shaheedi, que dirige um conselho nacional de organizações xiitas, em entrevista coletiva.

A crítica a Kayani, indiscutivelmente o homem mais poderoso do Paquistão, destacou as frustrações dos xiitas com a falha do Estado em conter grupos militantes sunitas radicais que prometeram acabar com a seita.

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A maioria das mortes de quinta-feira foi causada por ataques gêmeos destinados aos xiitas na cidade de Quetta, perto da fronteira com o Afeganistão, onde os membros da minoria há tempos acusam o Estado de fazer vista grossa aos esquadrões da morte sunitas.

Líderes xiitas estavam tão indignados com o mais recente derramamento de sangue que pediram para o Exército tomar o controle de Quetta para protegê-los, e disseram que não iriam permitir que as 85 vítimas dos ataques com bombas gêmeas na cidade fossem enterradas até que suas demandas fossem atendidas.

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Os enterros estavam programados para ocorrer após as orações desta sexta-feira, mas os corpos iriam permanecer no local até os xiitas receberem promessas de proteção.

A violência contra muçulmanos xiitas paquistaneses está aumentando e algumas comunidades estão vivendo sitiadas, disse um grupo de direitos humanos nesta sexta-feira.

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