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Líderes europeus adotam grupo de bate-papo secreto para discutir atos de Trump, diz jornal

Grupo entra em ação sempre que o presidente dos EUA faz um movimento considerado ‘improvisado e potencialmente prejudicial’

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Um grupo secreto de bate-papo reúne líderes europeus para discutir ações de Donald Trump.
  • Inclui figuras como Emmanuel Macron, Keir Starmer e Ursula von der Leyen, visando coordenação em questões urgentes.
  • A abordagem atual é manter calma e responder a ações políticas, com foco na paz na Ucrânia.
  • Recentemente, a paciência se esgotou devido à polêmica sobre a Groenlândia, levando a preocupações expressas publicamente.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Keir Starmer (Reino Unido), Emmanuel Macron (França) e Friedrich Merz (Alemanha) estão no 'Grupo de Washington' Reprodução/X/bundeskanzler

Um grupo secreto de bate-papo reúne as principais autoridades europeias para troca de mensagens de texto em meio aos avanços de Donald Trump em questões caras ao continente, como a imposição de tarifas e a anexação da Groenlândia pelos EUA. Líderes europeus como Emmanuel Macron, presidente da França, Keir Starmer, primeiro-ministro do Reino Unido, e Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, fazem parte do grupo, que é usado não só para debates urgentes, mas também para ‘desabafar’.

Segundo o site especializado Político, fontes familiarizadas com a questão disseram que o grupo desenvolveu uma rotina bem ensaiada ao longo do último ano, entrando em ação sempre que o presidente norte-americano faz um movimento considerado “improvisado e potencialmente prejudicial”. “Quando as coisas começam a se desenrolar rapidamente, é difícil manter a coordenação, e esse grupo [de bate-papo] é realmente eficaz”, disse a fonte.


Uma pessoa descreveu o chat como um raro vislumbre das relações pessoais e de como elas estão moldando a resposta da Europa ao presidente dos EUA enquanto a guerra na Ucrânia continua.

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O chat “informal, mas ativo” é conhecido como Grupo de Washington, em referência ao conjunto de líderes europeus que visitaram a Casa Branca com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky em agosto passado.


Ao longo do último ano, a abordagem adotada foi, em grande parte, manter a calma e responder às ações políticas de Trump. Essa postura facilitou o processo de paz na Ucrânia, com a coalizão de países dispostos a colaborar chegando perto de um acordo para um plano de paz que conta com o apoio dos EUA, incluindo garantias de segurança americanas para a Ucrânia.

Mas a polêmica sobre a Groenlândia mudou o equilíbrio dos participantes da conversa. Fontes afirmaram que a paciência se esgotou nas últimas semanas, com até Starmer, geralmente um dos líderes mais cautelosos ao lidar com Trump, expressando publicamente suas preocupações.


Nessas conversas privadas, autoridades europeias descrevem a pressa de Trump em anexar o território dinamarquês como “louca” e “insensata”, questionando se ele está imerso em seu “modo guerreiro” após a operação de captura de Nicolás Maduro na Venezuela.

Líderes como Starmer, Macron e Friedrich Merz, da Alemanha, assim como a Ursula von der Leyen, Alexander Stubb, presidente da Finlândia, e Giorgia Meloni, primeira-ministra da Itália, trocam mensagens de texto regularmente, muitas vezes no mesmo grupo de bate-papo.


Zelensky também participa do Grupo de Washington, o que, segundo o Politico, dá outra dimensão ao chat. A Ucrânia é o país mais militarizado entre os representados, com um enorme exército, uma indústria de produção de drones altamente sofisticada e mais experiência nas realidades de uma guerra do que qualquer outro.

Se o poderio militar da Ucrânia fosse incluído, somado ao da França, Alemanha, Polônia e Reino Unido, entre outros, o potencial poder armado da coalizão seria vasto e incluiria tanto estados nucleares quanto não nucleares, afirma o site.

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