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Macron alerta para interferência externa em eleições europeias e critica ‘algoritmos chineses’

Presidente francês defendeu a proibição do acesso de menores de 15 anos às redes sociais

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Emmanuel Macron alerta sobre risco de interferência externa nas eleições europeias.
  • Defende regras mais rígidas para plataformas digitais para proteger a soberania democrática.
  • Critica liberdade de expressão sem regulação e destaca o papel dos algoritmos das grandes empresas.
  • Propõe proibir acesso de menores de 15 anos às redes sociais para proteger a democracia e a saúde pública.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Emmanuel Macron durante discurso
Emmanuel Macron criticou a falta de regulamentação no espaço digital Bertrand Guay/Pool via Reuters - 13.02.2026

O presidente da França, Emmanuel Macron, alertou nesta sexta-feira (13), para o risco de interferência estrangeira em eleições europeias e defendeu regras mais rígidas para plataformas digitais como forma de proteger a soberania democrática do continente.

Durante discurso na Conferência de Segurança de Munique, Macron afirmou que, com importantes eleições previstas em países europeus, defender a soberania também envolve garantir “a integridade do debate público e dos processos democráticos”.


Segundo ele, as democracias estão “claramente sob pressão” diante de manipulação informacional e interferência externa amplificadas por redes sociais.

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O presidente francês criticou a ideia de que a liberdade de expressão signifique ausência de regulação.


“Como podemos imaginar que tudo o que é proibido no espaço público possa ser permitido no espaço digital sob o argumento da liberdade de expressão?”, questionou.

Para ele, “liberdade implica respeito” e não pode servir de justificativa para discursos ilegais ou campanhas de desinformação online.


Macron também levantou preocupações sobre o papel dos algoritmos das grandes plataformas.

Ao questionar o que significa liberdade de expressão sem regras, afirmou que isso não pode equivaler a “entregar a mente dos nossos adolescentes a algoritmos de grandes empresas que não compartilham nossos valores ou a algoritmos chineses”.


Ele defendeu maior responsabilização das empresas de tecnologia e reiterou a proposta de proibir o acesso de menores de 15 anos às redes sociais, classificando a medida como uma forma de proteger “a nossa democracia” e a saúde pública.

Segundo o presidente, preservar o DNA das nossas democracias exige combinar regulação digital, coordenação entre países e firmeza diante de tentativas de ingerência externa.

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