Macron vence moção de censura após escândalo de guarda-costas
Segunda votação da moção dos opositores de esquerda deve ocorrer ainda nesta terça-feira, mas não tem virtualmente nenhuma chance de sucesso
Internacional|Do R7

O governo da França derrotou com folga nesta terça-feira a primeira de duas moções de censura apresentadas por parlamentares da oposição por causa da maneira como Paris lidou com um escândalo envolvendo o guarda-costas de Emmanuel Macron, confirmando a maioria sólida do presidente.
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A moção apoiada pelo partido de oposição conservador obteve 143 votos, muito menos do que os 289 necessários para depor o governo, encerrando uma quinzena turbulenta na política francesa provocada por um vídeo que mostrou o guarda-costas espancando manifestantes e desencadeou a crise mais séria do mandato de Macron.
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Uma segunda votação da moção dos opositores de esquerda deve ocorrer ainda nesta terça-feira, mas não tem virtualmente nenhuma chance de sucesso. O partido de Macron, A República em Marcha, tem maioria absoluta na câmara baixa da Assembleia Nacional.
Apesar da vitória parlamentar, o que ficou conhecido como o "Caso Benalla", assim batizado por causa do guarda-costas Alexandre Benalla, impactou a Presidência Macron, afetando sua popularidade e prejudicando o cronograma de partes de sua agenda.
O presidente de 40 anos foi criticado por demitir o funcionário só depois que o vídeo que o mostra agredindo um manifestante durante o feriado de Primeiro de Maio usando equipamento da polícia foi revelado pela imprensa, minando sua afirmação de que está construindo uma "república exemplar".
Além de forçar o governo a adiar uma reforma constitucional, o caso afetou Macron nas pesquisas – atualmente sua popularidade mal chega a 36 por cento, segundo uma sondagem recente. Ele também estimulou uma oposição fragmentada que vinha definhando desde a grande vitória de Macron no ano passado.
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Servidores públicos franceses entraram em greve nesta terça-feira (10) em protesto contra os planos do presidente da França, Emmanuel Macron, de reduzir o funcionalismo público e endurecer as condições salariais, obrigando empresas aéreas a cancelar centenas de voos e interrompendo atividades nas escolas. Pelo menos 26 mil trabalhadores se manifestam nas ruas segundo a polícia local





















