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Madrasta confessa ter matado menino espanhol Gabriel Cruz 

Ana Julia Quezada estava presa desde domingo, quando a polícia encontrou o corpo do menino no porta-malas de seu carro

Internacional|Carolina Vilela*, do R7, com agências internacionais

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Gabriel Cruz foi velado e enterrado em Almería
Gabriel Cruz foi velado e enterrado em Almería

Ana Julia Quezada, suspeita de ter matado o menino espanhol Gabriel Cruz, confessou o crime à Guarda Civil de Almeria nesta terça-feira (13). Ela estava presa desde domingo depois que a polícia encontrou Gabriel no porta-malas de seu carro.

Gabriel estava desaparecido desde o dia 27 de fevereiro. 


Segundo o jornal La Vanguardia, Ana Julia disse que em uma discussão, ela deu um golpe forte na cabeça do menino que fez com que ele desmaiasse.

Madrasta conta detalhes


A Guarda Civil desconfiava desde o ínicio da madrasta e teria pedido ao pai da criança, Ángel Cruz, que disfarçasse para dar continuidade na investigação sem levantar suspeita.

Ela afirmou que ficou assustada, o sufocou, tirou a roupa do menino e jogou em um container e o enterrou o corpo da criança em um poço que ela havia cavado naquela tarde. 


A autópsia realizada nesta terça-feira confirmou que o menino de oito anos morreu por sufocamento, tendo seu nariz e boca tapados pelo assassino. Inicialmente, havia a suspeita de que ele teria sido estrangulado. Os exames também comprovaram que o Gabriel sofreu um forte golpe na cabeça.

Nesta terça-feira, a polícia encontrou as roupas do menino. Investigadores também já informaram que farão a reconstituição do crime com a participação de Ana Julia.


Enterro causou comoção

O funeral de Gabriel aconteceu hoje, as 11 horas na Catedral de Almeria. Por pedidos da família, apenas familiares, amigos e representantes institucionais do país puderam entrar no templo. Patrícia Ramirez e Ángel Cruz, pais de Gabriel, foram recebidos pelo Ministro do Interior Juan Ignacio Zoido.

Assim que a família chegou, foram recebidos com gritos de "vocês não estão sozinhos" pela população da cidade, que acompanhou o funeral por um telão colocado em uma praça.

Milhares de pessoas foram para a catedral onde foi realizado o funeral do menino, formando duas longas filas na porta da capela. Ônibus com milhares de pessoas de Níjar, cidade onde Gabriel nasceu, também chegaram ao local.

Ao sair, os pais de Gabriel agradeceram o apoio e o carinho recebidos “nesse momento tão difícil” e pediram privacidade no enterro de seu filho.

“Meu filho ganhou, a bruxa não existe mais”, disse Patrícia pedindo que as pessoas não falassem mais sobre Ana Julia.

*Estagiária sob supervisão de Cristina Charão

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