Maduro aborda crise política venezuelana com chanceleres sul-americanos
Internacional|Do R7
Caracas, 25 mar (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, se reuniu nesta terça-feira em Caracas com os chanceleres dos países da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) em um encontro a portas fechadas para abordar a situação de crise política em seu país. Maduro recebeu os chanceleres no Palácio de Miraflores com uma breve introdução transmitida pela televisão na qual lembrou que o organismo estava ali graças a "um convite formal e oficial" de seu governo que foi aprovado na reunião do organismo em Santiago do Chile no último dia 12 de março. O presidente destacou que o propósito é que a comissão "possa tirar conclusões que ajudem a Venezuela a fortalecer o clima de paz, a fortalecer ainda mais a democracia e consolidar todos os mecanismos de diálogo". O chefe de Estado insistiu que seu país está sob um "golpe de Estado contínuo". Desde o último dia 12 de fevereiro acontecem diariamente na Venezuela protestos contra a gestão de Maduro, que atualizou hoje o número de mortos nos incidentes violentos para 35 pessoas. Trata-se de eventos que "vamos discutir em particular", disse Maduro ao dar as boas-vindas a seus interlocutores, a quem informou da detenção de três generais aos quais acusou de pretender sublevar a Força Aérea contra seu governo. Estes altos comandantes militares tinham um "vínculo direto com setores da oposição", a qual, avaliou, está "em dúvida" entre a rota eleitoral e "o caminho do atalho, a aventura, o imediatismo, a violência, o caos e a desestabilização". Maduro lembrou que impulsionou uma Conferência de Paz com diferentes setores, entre eles, políticos opositores e empresários, embora não a oposição institucionalmente. Após advertir aos chanceleres que as forças "militares, sociais e políticas" venezuelanas combatem e combaterão unidas os opositores de seu governo "no cenário que for preciso", louvou que a Unasul participe "em apoio à democracia" na Venezuela. "Para nós é muito importante que a Unasul novamente tenha se ativado para acompanhar o processo de defesa da democracia em um de nossos países", como já fez quando "se pretendeu derrubar" o presidente equatoriano, Rafael Correa, e o da Bolívia, Evo Morales. "Não houve vacilações" e com isso "a Unasul demonstra sua capacidade para atender os conflitos políticos, sua sabedoria para acompanhar-nos, para nos ajudar entre irmãos", manifestou. Nesse sentido também pediu à Unasul que "apoie" à Comissão da Verdade formada há uma semana pela Assembleia Nacional de seu país para investigar "todos os eventos deste golpe de Estado contínuo". Nesta instância se estabelecerá "a verdade verdadeira de cada um dos incidentes de violência que enfrentamos" e que, segundo disse, somam exatamente 16.270 "fatos violentos" em um mês e meio. "Há 35 vítimas que perderam a vida e todas, todas, todas, caso por caso está vinculado e é responsabilidade direta destes fatos violentos relacionados às 'guarimbas'" (barricadas) levantadas por opositores radicais, ressaltou. EFE arv/rsd (fotos)












