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Maduro anuncia que Venezuela fabricará drones para fins de defesa

Aeronaves não tripuladas têm autonomia de voo de cinco horas; não foram divulgados outros detalhes técnicos ou mecânicos

Internacional|Do R7

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Anúncio foi feito na quinta-feira (19) e transmitido por rede estatal de televisão
Anúncio foi feito na quinta-feira (19) e transmitido por rede estatal de televisão

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou na quinta-feira (19) que o país "em breve" fabricará drones multiuso, incluindo para fins de defesa, por meio de uma empresa fundada neste ano e que também apresentou nesta sexta-feira (20) dois modelos para treinamentos.

"Nós, os venezuelanos, em breve fabricaremos drones de uso civil e multiuso (...), drones para desenvolvimento nacional, para defesa nacional, feitos na Venezuela", declarou o mandatário durante um ato público de trabalho transmitido pela rede estatal de televisão "VTV", sem dar mais detalhes.

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Segundo Maduro, os drones serão fabricados pela Empresa Nacional de Aeronáutica (EANSA), fundada em fevereiro deste ano com o objetivo de buscar a "independência tecnológica" do país.

Na quinta-feira, a fabricante apresentou duas aeronaves para treinamento e observação de pilotos, "feitas inteiramente na Venezuela, com mão de obra venezuelana e mente venezuelana", ressaltou Maduro.

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Por sua vez, o vice-ministro de Transporte Aéreo da Venezuela, Ramon Velásquez, afirmou que essas aeronaves têm autonomia de voo de cinco horas, mas não divulgou outros detalhes técnicos ou mecânicos.

A "VTV" mostrou imagens das aeronaves, identificadas como EANSA 1 e EANSA 2 e pintadas com as cores e iniciais da companhia aérea estatal Conviasa, que Velásquez também dirige.

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Com uma frota de cerca de 50 aviões, a Conviasa sofre sanções desde fevereiro por parte do governo dos Estados Unidos, que alega que a empresa foi usada para "enviar funcionários corruptos do regime (de Nicolás Maduro) ao redor do mundo para aumentar o apoio a seus esforços antidemocráticos."

As sanções impedem que cidadãos e empresas relacionadas com os Estados Unidos façam negócios com a Conviasa - como a venda de peças de reposição ou combustível -, o que dificulta as operações internacionais da companhia.

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