Maduro diz que derrotou golpe de Estado e pede que população fique alerta
Presidente acusa oposição de "sabotagem"; Capriles pede recontagem dos votos
Internacional|Da ANSA, com R7

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu nesta quinta-feira (18) aos cidadãos para ficarem "alertas" e "resistirem", após afirmar que seu governo "acaba de derrotar um golpe de Estado". Maduro também afirmou que a oposição venezuelana continuará com a "sabotagem" no país.
"Todos devemos resistir, acabamos de derrotar um Golpe de Estado e eles vão continuar com a sabotagem na vida do país. Todos em alerta", disse Maduro através da rede social Twitter.
O presidente, que substituirá o falecido líder Hugo Chávez, provocou a imprensa por supostamente esconder "a violência fascista" da oposição. "Não mostram a dor das famílias dos mortos e continuam cúmplices com crimes da burguesia", acrescentou em outra mensagem no microblog.
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Maduro disse que, "em nome dos oito compatriotas assassinados pelos fascistas [juro] consolidar esta revolução do povo, com o povo e para o povo". Em protestos pelos resultados das eleições realizadas no último domingo (14), oito pessoas foram mortas.
Maduro venceu as eleições presidenciais com uma vantagem de 265 mil votos sobre seu principal rival, Henrique Capriles, governador do Estado de Miranda.
O juramento de Maduro como presidente constitucional para o período 2013-2019 está previsto para acontecer nesta sexta-feira (19), com a presença de alguns líderes latino-americanos, como a presidente Dilma Rousseff.
Capriles, por sua vez, pediu na quarta-feira (17) formalmente ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE) a revisão de 100% dos votos, apesar de o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) — órgão que a oposição considera tendencioso em favor do governo — descartar a recontagem manual de votos, argumentando que o sistema de votação na Venezuela é totalmente automatizado.
Maduro recebeu o apoio quase unânime de seus vizinhos, enquanto Capriles foi abertamente apoiado em sua demanda pelos Estados Unidos e pela União Europeia, que ainda assim reconheceu o resultado das eleições.
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