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Maduro empossa gabinete 'chavista' na Venezuela

Internacional|Do R7

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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, empossou nesta segunda-feira seu gabinete, ratificando peças-chave da equipe do finado presidente Hugo Chávez, como os ministros de Petróleo, Relações Exteriores, Defesa e Informação, entre outros.

"Ao empossar esta equipe de governo estamos iniciando um novo ciclo da revolução bolivariana, da revolução democrática popular, anti-imperialista, socialista", disse Maduro momentos antes do ato, transmitido em rede nacional de rádio e televisão.

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Com a Constituição venezuelana na mão esquerda, o novo gabinete prestou juramento em nome da "memória eterna do comandante Chávez", em uma cerimônia realizada no Teatro Teresa Carreño de Caracas.

Maduro manteve os ministros de Petróleos e Energia, Rafael Ramírez, Relações Exteriores, Elías Jaua, Defesa, Diego Molero, e Informação, Ernesto Villegas, entre outros.

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"Já dei as primeiras orientações a esta equipe, que vai levar o governo às ruas. Vamos para as ruas construir com o povo, vamos nos encontrar com os problemas da pátria", disse Maduro.

O gabinete terá Jorge Giordani no Planejamento e Nelson Merentes, atual presidente do Banco Central da Venezuela (BCV), no ministério das Finanças, dividindo uma pasta que antes era liderada por Giordani, um dos colaboradores mais antigos de Chávez.

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Maduro colocou a ex-ministra do Comércio Edmée Betancourt na presidência do BCV, decisão que precisa ser ratificada por maioria simples no Parlamento, dominado pelos chavistas.

O general de divisão Rodríguez Torres, diretor do Serviço de Inteligência, foi nomeado ministro do Interior, para o lugar de Néstor Reverol, encarregado do "plano especial de luta contra o narcotráfico".

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"Precisamos de um novo ciclo de renovação para otimizar todas as forças e dimensões", insistiu Maduro, afirmando que isto foi uma "orientação de Chávez", que antes de morrer foi reeleito para o período 2013-2019.

"Não houve traição e nem haverá traição ao legado de Hugo Chávez. Não houve derrota e não haverá derrota, não houve regressão e não haverá regressão do projeto histórico. O que há e vai persistir é a revolução socialista".

A oposição ameaça recorrer ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ) para impugnar o resultado das eleições de 14 de abril, mesmo após a decisão da autoridade eleitoral de auditar as urnas.

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) anunciou na quinta-feira que definiria as condições para a realização de uma auditoria ampliada da apuração, após a vitória de Maduro sobre o opositor Henrique Capriles por uma margem de apenas 265 mil votos.

A princípio, Capriles aceitou a auditoria proposta pelo CNE, mas os reitores do órgão eleitoral afirmaram posteriormente que o processo de verificação não reverterá, "de maneira alguma", o resultado da votação.

val/lr

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