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Mãe leva rede social à Justiça dos EUA após morte do filho em desafio

Polícia do Reino Unido reabrirá inquérito sobre caso envolvendo adolescente de 14 anos, encontrado morto em seu quarto em 2022

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ellen Rome processa o TikTok após a morte suspeita de seu filho, Jools Sweeney, em um desafio da plataforma.
  • A polícia do Reino Unido reabriu a investigação sobre o caso.
  • A mãe busca implementar a Lei de Jools, que exige que empresas de tecnologia preserve dados de usuários menores após mortes suspeitas.
  • O Partido Conservador do Reino Unido propõe proibir redes sociais para menores de 16 anos, enquanto o Partido Trabalhista ainda não apoia a proibição.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7


Ativista de 49 anos é a primeira britânica a processar uma empresa de redes sociais por um caso desse tipo Reprodução/Instagram/@ellenroome

Ellen Rome, uma mãe que suspeita que o filho de 14 anos tenha morrido durante um desafio de “apagão” em uma rede social, que conta com uma sede global em Los Angeles, nos Estados Unidos, enfrentará a gigante da mídia em um tribunal americano. A ativista de 49 anos é a primeira britânica a processar uma empresa de redes sociais por um caso desse tipo.

Na semana passada, a polícia de Gloucestershire, no Reino Unido, anunciou que reabriria a investigação sobre a morte do adolescente Jools Sweeney à medida que novas informações foram divulgadas.


Em abril de 2022, o jovem brincou em um barco com amigos e, após se despedir de um colega, foi encontrado morto em seu quarto.

Segundo a família de Jools, ele não tinha histórico de automutilação ou depressão.


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A mãe do garoto conta com o apoio de parlamentares britânicos para reabrir o inquérito. Ela também se mostra determinada a implementar a Lei de Jools, que tornaria obrigatório que todas as empresas de tecnologia entregassem dados após a morte suspeita de um usuário menor de idade.

“Somos os primeiros pais britânicos a processar uma empresa de mídia social e estamos tendo que ir aos Estados Unidos para processá-los, o que é ridículo”, afirmou Ellen ao jornal britânico The Sun. “O TikTok disse a nós quatro, que participamos do processo, que talvez tivessem apagado os dados de todas as quatro crianças. Mas, se a Lei de Jools entrar em vigor, eles não poderão destruir esses dados no futuro.”


Na busca de justiça, Ellen vendeu sua empresa de hipotecas. O valor arrecadado a ajudou a contratar investigadores particulares, além de possibilitar o apoio jurídico.

A britânica acredita que pode vencer sua batalha judicial contra o TikTok. O seu advogado argumenta que as empresas são responsáveis ​​pelos algoritmos com conteúdos impróprios. Outros pais, que também tiveram seus filhos vitimados, se juntaram à ação coletiva.

O caso nos EUA surge na mesma semana em que o Partido Conservador do Reino Unido prometeu proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos no país.

O primeiro-ministro, Keir Starmer, criticou a ferramenta de inteligência artificial de Elon Musk, Grok, disponível na rede social X, antigo Twitter. Segundo ele, a ferramenta permite que usuários criem material de abuso sexual infantil.

O Partido Trabalhista, por sua vez, atualmente não apoia a proibição, ainda que Starmer tenha dito que estaria aberto a seguir o exemplo da Austrália, que proibiu as redes.

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