Mais da metade dos palestinos se opõem às negociações com Israel
Internacional|Do R7
Jerusalém, 6 nov (EFE).- Mais da metade dos palestinos se opõem às atuais negociações de paz com Israel e 70% estão convencidos que estas fracassarão, segundo uma pesquisa realizada pela Universidade A-Najah, da cidade cisjordaniana de Nablus. Os resultados da pesquisa, conhecidos hoje, se baseiam nas opiniões de uma amostra de 1.360 pessoas na Cisjordânia e Gaza às quais a universidade perguntou sobre diferentes aspectos relacionados com o processo de paz iniciado no último mês de julho sob mediação dos Estados Unidos. A maioria dos entrevistados, 53,8%, se manifestou contra as negociações em curso com Israel, enquanto 44,2% as apoiou. No entanto, continua sendo majoritário (51,8%) o respaldo à solução de dois Estados, "sempre e quando se declare um Estado palestino independente ao lado de Israel", fórmula rejeitada por 46,2% dos consultados. Por outro lado, mais de 70% estão convencidos que fracassarão as conversas apadrinhadas pelos EUA, cuja política é vista por 90,1% dos palestinos como inclinada para o lado israelense. Outra das perguntas dos pesquisadores revela que 80% quer que, antes de assinar um possível acordo com Israel, este seja submetido a um referendo popular. O ambiente de tensa calma que se respira na região no último ano se reflete também das opiniões de 58% dos palestinos, que acreditam que, se as negociações fracassarem, explodirá uma terceira intifada. A primeira começou em 1987 e terminou em 1993 em coincidência com a assinatura dos Acordos de Oslo, enquanto a segunda, muito mais violenta, explodiu em 2000 e começou a apagar-se após a morte do histórico líder palestino Yasser Arafat em 2004. A maioria dos indagados (58,7%) disse que nessas circunstâncias apoiaria um levante popular não violento, enquanto cerca de 38% se mostrou a favor de uma "resistência armada". O possível fracasso das atuais negociações, que o secretário de Estado americano, John Kerry, tentou apoiar hoje com uma nova visita à região, gera também sentimentos díspares com relação ao futuro da Autoridade Nacional Palestina (ANP), órgão administrativo criado em 1994 como passo transitório rumo a um Estado que nunca chegou a nascer. Um de cada três palestinos, de acordo com o estudo, respalda a dissolução da ANP caso as negociações fracassem novamente. EFE elb/rsd









