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Mais de 50 mortos em nova onda de violência no Iraque

Duas prisões foram atacadas; pelo menos 500 detentos conseguiram fugir

Internacional|Do R7

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Ao menos 53 pessoas morreram nesta segunda-feira (22) no Iraque na explosão de um carro-bomba e em ataques contra prisões, que terminaram com a fuga de 500 detentos, indicaram fontes médicas e oficiais.

Os ataques contra as prisões de Taji, no norte de Bagdá, e Abu Ghraib, no oeste da capital, nos quais homens armados tentaram libertar vários prisioneiros, deixaram ao menos 41 mortos e 25 feridos.

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Vinte policiais, soldados ou guardas de prisões perderam a vida, assim como 21 presos nos confrontos noturnos que duraram mais de 10 horas, segundo fontes policiais e médicas.

Ainda não se sabe o número de atacantes mortos ou capturados, mas dois hospitais da cidade informaram ter recebido os corpos de dez deles.

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Ao menos 500 detidos fugiram das duas prisões atacadas, afirmaram nesta segunda-feira dois deputados membros da Comissão de Segurança e de Defesa do Parlamento.

Hakim al-Zamili declarou à AFP que cerca de 500 prisioneiros terroristas fugiram da prisão de Abu Ghraib, a oeste de Bagdá. Já Shuan Taha declarou ao site do partido curdo PUK que "entre 500 e 1.000 presos" conseguiram escapar das prisões de Taji e de Abu Ghraib.

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Segundo comentários no Twitter, alguns feitos por jihadistas, milhares de prisioneiros conseguiram escapar.

Moradores de Falujah, no oeste de Bagdá, disseram à AFP que alguns parentes conseguiram fugir e tentavam permanecer a salvo.

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Os ataques coordenados começaram às 21h30 de domingo, com disparos de morteiros e explosões de carros-bomba e de vários artefatos, segundo um coronel da polícia.

Dois carros-bomba explodiram perto da entrada das prisões, enquanto três suicidas detonaram seus explosivos em uma entrada de Taji, explicou o coronel.

O Exército interveio com helicópteros e enviou reforços que isolaram os centros penitenciários.

Segundo a polícia e médicos de dois hospitais, ao menos nove membros das forças de segurança morreram em Taji e 11 em Abu Ghraib, prisão tristemente famosa pelos abusos realizados por soldados americanos contra detidos iraquianos em 2004.

Na manhã desta segunda-feira, a situação nas prisões estava sob controle, disse o coronel.

O ministério do Interior havia indicado que as forças de segurança conseguiram repelir os ataques, obra, segundo ele, de terroristas.

O principal grupo da Al Qaeda no Iraque exige com frequência a libertação dos prisioneiros muçulmanos e defende a eliminação de juízes e promotores, em um país onde são frequentes os ataques contra prisões e as tentativas de fuga.

Já em Mosul, outras 12 pessoas, em sua maioria soldados, morreram quando um suicida atacou com um carro-bomba um comboio militar no leste desta cidade do norte do Iraque, indicou o capitão do Exército, Awus al-Hamdani, e um médico.

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